Fonte: ChinaVistos

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC), também conhecida como “medicina chinesa”, é a denominação usualmente dada ao conjunto de práticas de Medicina Tradicional em uso na China, desenvolvidas ao longo dos milhares de anos de sua história.

A Medicina Chinesa (MTC) fundamenta-se numa estrutura teórica sistemática e abrangente, de natureza filosófica. Tendo como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano, e sua interação com o ambiente segundo os ciclos da natureza, procura aplicar esta abordagem tanto ao tratamento das doenças, quanto à manutenção da saúde através de diversos métodos.

Confira a seguir 6 curiosidades sobre essa técnica milenar:

1 – Yin-Yang e Energia Vital

Na visão da Medicina Tradicional Chinesa, existe uma energia vital chamada qi, que regula a saúde espiritual, emocional, mental e física de uma pessoa e é influenciada pelas forças opostas do Yin e do Yang. Circula no corpo através de um sistema de caminhos chamados meridianos. Saúde é um processo contínuo de manter o equilíbrio e harmonia na circulação do qi.

2 – Os Oito Princípios

A abordagem da MTC utiliza oito princípios para analisar e categorizar os sintomas condições: frio / calor, interior / exterior, excesso / deficiência, e yin / yang (os princípios principais). A MTC também usa a teoria de cinco elementos da natureza – metal, fogo, terra, água e madeira – para explicar como funciona o corpo. Estes elementos correspondem a determinados órgãos e tecidos do corpo. Tais conceitos são documentados na Di Nei Jing Huang (Canon Interno do Imperador Amarelo), o texto da Medicina Chinesa clássica.

3 – Os Oito Métodos

Os métodos atualmente praticados são:

Fitoterapia chinesa (fármacos)
Acupuntura
Tuina ou Tui Ná (massagem e osteopatia chinesa)
Dietoterapia (terapia alimentar chinesa)
Auriculoterapia (tratamento pela orelha)
Moxabustão
Ventosaterapia
Práticas físicas (exercícios integrados de respiração e circulação de energia, e meditação como: Chi Kung, o Tai Chi Chuan e algumas artes marciais) consideradas métodos profiláticos para a manutenção da saúde ou formas de intervenção para recuperá-la.

4 – O Diagnóstico

O Diagnóstico na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é a herança deixada pelos antigos médicos chineses, que, através dos tempos, foram melhorando a anamnese, ultrapassando algumas dificuldades e legando o seu saber às gerações vindouras. O diagnóstico da Medicina Chinesa, embora aparentemente simples, é muito eficaz – as observações a serem feitas incluem observar, ouvir, cheirar, perguntar e tocar. Destacam-se no diagnóstico a observação da língua e o exame do pulso, práticas que demoraram alguns anos a serem completamente dominadas pelo especialista em MTC, mas que fornecem informações preciosas e exatas sobre a condição de saúde do paciente.

5 – Aplicações contemporâneas da Medicina Tradicional Chinesa

Tanto a acupuntura e fitoterapia chinesa têm sido utilizadas para uma vasta gama de condições. Alguns exemplos são:

Dor nas costas
Náusea induzida pela quimioterapia
Depressão
Osteoartrite
Fitoterapia chinesa
Câncer
Doença cardíaca
Diabetes
HIV/AIDS

6 – legado da Medicina Tradicional Chinesa

Algumas Medicinas Orientais, tais como a medicina Tibetana ou Ayurvédica, têm origem muito antiga e o seu interesse é indiscutível. Embora sejam pouco praticadas no meio hospitalar e raras suas validações internas nos países de origem, a MTC, ainda que tão antiga e tradicional, evoluiu para se adaptar às necessidades do mundo moderno. É praticada em hospitais especializados ou mistos, que contam paralelamente com todos os serviços que se pode encontrar num hospital ocidental. Existem unidades de investigação científica que permitem experimentá-la e validá-la. Assim, por exemplo, nas Universidades Estatais de Medicina Chinesa, ensinam-se aos futuros médicos teorias e métodos fundamentais dos textos milenares, paralelamente às técnicas de investigação ou de cuidados clínicos procedentes da medicina moderna.

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