Será verdade que “a gente colhe aquilo que planta”? Será que os filhos são mesmo o produto da educação que seus pais lhes proporcionaram?

Será que o resultado de nossas empreitadas profissionais depende apenas do nosso empenho e dedicação? Há outras variáveis que interferem?

As palavras “remorso” e “arrependimento” são, muitas vezes, tratadas como sinônimos. Penso que elas descrevem sentimentos muito diferentes.

Remorso implica sempre uma tristeza derivada de nos sentirmos causadores de um dano indevido a alguém: é sinônimo de sentimento de culpa.

Arrependimento tem a ver com algo que fizemos e que não nos trouxe o resultado esperado: não envolve obrigatoriamente um dano a terceiros.

A pessoa se arrepende de ter feito um mau negócio imobiliário, de ter escolhido mal o local de suas férias, de não ter estudado para uma prova…

O remorso sempre vem acompanhado de arrependimento; trata-se de uma tristeza dupla: a do erro cometido e a do dano indevido causado a alguém.

O arrependimento não obrigatoriamente se acompanha de remorso, já que nem todos sentem culpa, além do fracasso nem sempre envolver terceiros.

Os que lidam bem com a dor derivada do arrependimento são mais ousados em suas empreitadas: se arriscam mais e têm mais chance de sucesso.

Pessoas que sentem remorso (culpa) tendem a ser mais cautelosas e prudentes em suas ações. Em certos aspectos, tornam-se menos competitivas.
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– Algumas considerações feitas pelo Dr. Flávio em maio/2012: http://bit.ly/2mFzb3r
– Livro relacionado: “O mal, o bem e mais além – egoístas, generosos e justos”: http://bitly.com/1vg0yTD

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