Com informações de UPSOCL e BBC
À medida em que avança a destruição do meio ambiente, promovida pelos seres humanos, inúmeros animais, vendo-se impedidos de permanecerem no seu habitat natural pela escassez de recursos, migram frequentemente para outras localidades, eventualmente chegando aos centros urbanos. São bastante conhecidos casos desse gênero no Brasil. Provavelmente foram motivos semelhantes os que levaram recentemente essa raposinha do Ártico a viajar espantosos 3506 km, da Noruega ao Canadá.
A raposa havia recebido em 2018 uma coleira com GPS, instalada por cientistas do Instituto Polar da Noruega, o que possibilitou o seu monitoramento. A viagem da raposinha deixou cientistas do mundo inteiro espantados, não só em razão da distância percorrida mas também, e sobretudo, da velocidade com que a raposa foi capaz de percorrer tamanha distância. Ela atingiu, em média, 46 quilômetros por dia. Em um só dia, contudo, ela chegou a cobrir 155 quilômetros.
Alguns pesquisadores sustentam a tese de que a raposa usou o gelo marinho como “meio de transporte”, o que explicaria a velocidade atingida por ela em alguns momentos da viagem. Mas ela ter sobrevivido por tanto tempo, em condições tão adversas e, provavelmente, motivada pela busca por alimento (que no inverno costuma ser bastante escasso nas regiões mais frias do planeta), é algo no mínimo admirável.
« Nós não podíamos acreditar no que vimos. Nós pensamos que talvez ela tivesse morrido, ou um barco a tivesse movido, mas não há barcos naquela área. Estamos impressionados ” , disse Eva Fuglei, do Instituto Polar, à BBC.
“Há comida suficiente no verão, mas é difícil no inverno. É quando a raposa do Ártico migra para outras áreas geográficas para encontrar comida para sobreviver. Mas esta raposa foi muito mais longe do que outras que seguimos, é uma amostra da capacidade excepcional que este pequenino tem », concluiu.
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