Com informações de Aleteia
“Quando à noite fazem o exame de consciência, perguntem isso: como me comportei hoje com as crianças e com idosos?”
Em homilia realizada no último dia 30, na capela Santa Marta, o Papa Francisco nos lembrou a respeito da importância, tanto do ponto de vista da vida em sociedade quanto do ponto de vista do exercício da fé cristã, de darmos o devido valor às nossas crianças e aos nossos idosos. Coincidentemente ou não, hoje, dia 1º de outubro, é celebrado pelo mundo o dia internacional do idoso e as palavras de Francisco não poderiam vir mais a calhar.
“O sinal da vida, o sinal do respeito pela vida, do amor pela vida, o sinal de fazer a vida crescer e este é o sinal da presença de Deus em nossas comunidades e também o sinal da presença de Deus que faz um povo amadurecer, quando há idosos.
É bonito isto: “ver-se-ão ainda velhos e velhas sentados nas praças de Jerusalém, tendo cada um na mão o seu bastão”, é um sinal. E também tantas crianças. Usa uma expressão “regurgitarão”. Muitos! A abundância de velhice e da infância. É este o sinal, quando um povo cuida dos idosos e das crianças, os têm como um tesouro, este é o sinal da presença de Deus, é a promessa de um futuro.”, disse o Papa
Ademais, Francisco ressaltou a importância dos idosos para a manutenção e propagação dos saberes e dos ensinamentos que constituem aquilo que entendemos por ‘tradição’:
“Quando um país envelhece e não há filhos, você não vê carrinhos de nenê nas ruas, não vê mulheres grávidas: “Um filho, melhor não …”. Quando você lê que naquele país há mais aposentados do que trabalhadores. É trágico! E quantos países hoje começam a viver esse inverno demográfico. E depois, quando os idosos são negligenciados perdemos – digamos isso sem vergonha – a tradição, a tradição que não é um museu de coisas velhas, é a garantia do futuro, é o suco das raízes que faz a árvore crescer e dar flores e frutos. É uma sociedade estéril para as duas partes, e assim acaba mal.”
Chamando a atenção, ainda, para o valor que dá o Cristo às crianças e aos idosos, Francisco se lembrou da experiência que teve em uma viagem à Romênia, quando foi surpreendido por uma vózinha que segurava nos braços o neto e das reflexões que lhe foram despertadas diante de tal imagem:
“E nunca esqueço aquela velhinha na praça central de Iași, na Romênia, quando olhou para mim – ela era como as avós romenas, com um véu -, ela me olhou, tinha o neto nos braços e o mostrou para mim, como que dizendo: “Esta é a minha vitória, este é o meu triunfo”.
Essa imagem, que depois girou pelo mundo, nos diz mais do que essa pregação. Portanto, o amor de Deus é sempre semear amor e fazer o povo crescer. Não cultura do descarte. Não sei, me vem de dizer, me perdoem, a vocês, párocos, quando à noite fazem o exame de consciência, perguntem isso: como me comportei hoje com as crianças e com idosos? Nos ajudará.”
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