Vivemos dias de pressa. A sobrecarga de tarefas e o infinito de informação nos fazem cada vez mais distanciados daqueles que amamos e, talvez, até mesmo daquilo que amamos em nós mesmos.
Os números alarmantes sobre a depressão e até suicídio de crianças nos faz duvidar do caminho que estamos trilhando, na administração de nossas emoções e das emoções de nossos filhos.
Não raro deixamos de lado o choro, as lamúrias, a tristeza dos nossos pequeninos. Para isso, valemo-nos não apenas da desatenção proveniente da pressa, como ainda de conceitos antigos e repetidos ao longo de gerações. Não querer deixar a criança “manhosa”, “mimada”, dando atenção a ela quando chora ou se desestabiliza emocionalmente é uma dessas formas de desprezo.
Acerca disso, aqui trouxemos uma reflexão de grande sabedoria da revolucionária pedagoga Maria Montessori:
” Alguns pais têm diferentes princípios pedagógicos: não consolam a criança porque sabem por experiência que no final de contas ele vai parar de chorar e se acalmará sozinho. Acham que se intervierem com carícias e carinhos para confortá-lo vai se tornar caprichoso e acabará por tomá-lo por costume, com o único fim de obter atenção com cada birra. Eu respondo que todas as lágrimas sem motivo aparente, começam a aparecer muito antes que a criança possa perceber que com elas pode obter atenção. Essas lágrimas são o indício da angústia que sofre o seu espírito.”
Saibamos antever a angústia e o sofrimento dos nossos filhos, acolhendo-os, afagando-os e amando-os de modo especial já nos primeiros indícios da sua tristeza. Essa será a base sólida sobre a qual a sua emoção se fortalecerá e florescerá!
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