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Anvisa exige retirada das prateleiras de esmaltes com substância proibida; confira a marca e tonalidades

Quem faz unhas em gel costuma olhar primeiro para cor, brilho e durabilidade. Desta vez, porém, o alerta está em outro lugar: na fórmula. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de esmaltes em gel da marca Impala após a identificação de uma substância proibida no Brasil para uso em cosméticos.

A medida atinge produtos fabricados pela empresa Laboratório Avamiller de Cosméticos LTDA. Segundo a Anvisa, a decisão foi tomada depois que a própria fabricante comunicou o recolhimento voluntário dos itens que continham o ingrediente INCI Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide, conhecido pela sigla TPO.

Qual substância foi encontrada nos esmaltes?

O componente identificado é o TPO, substância usada em alguns produtos para unhas em gel por atuar no processo de endurecimento do esmalte quando há exposição à luz UV ou LED, comum nas cabines utilizadas em salões.

O problema é que esse ingrediente está proibido no Brasil em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes. A Anvisa já havia incluído o TPO na lista de substâncias que não podem ser usadas nesses produtos, seguindo uma medida de prevenção sanitária.

De acordo com a agência, o TPO é classificado como tóxico para a reprodução e pode oferecer risco à fertilidade. A preocupação é maior em situações de exposição frequente ou prolongada, como pode acontecer com profissionais que trabalham diariamente com esse tipo de produto.

Quais esmaltes devem ser recolhidos?

A decisão vale para todos os lotes dos seguintes produtos da linha Impala:

  • Plus Gel Esmalte Impala Gel;
  • Esmalte Gel Impala Gel Plus;
  • Gel Plus Impala Esmalte Gel;
  • Esmalte Gel Plus Impala;
  • Top Coat Gel Impala Gel Plus Clear.

Com isso, esses itens devem ser retirados do mercado e não podem ser vendidos no Brasil.

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Por que a Anvisa proibiu o TPO?

A proibição do TPO faz parte de uma regra mais ampla da Anvisa sobre substâncias químicas usadas em produtos para unhas. Em outubro de 2025, a agência aprovou uma resolução que barrou o uso de TPO e DMPT em cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes.

Esses ingredientes podem aparecer em esmaltes em gel e produtos usados em unhas artificiais, especialmente aqueles que precisam da cabine de luz para secagem ou fixação. No caso do TPO, a principal preocupação apontada pela Anvisa está relacionada a possíveis danos reprodutivos.

A agência também destacou que contatos ocasionais tendem a representar risco menor, mas que isso não elimina a necessidade de retirar do mercado produtos com substâncias proibidas. A lógica da medida é preventiva: impedir que itens considerados inseguros continuem sendo comercializados.

O que a empresa informou?

Segundo a Anvisa, o recolhimento foi comunicado voluntariamente pela empresa responsável pelos produtos. A partir dessa comunicação, a agência formalizou a medida de retirada dos itens do mercado.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução RE 976/2026. Até a publicação das informações iniciais sobre o caso, não havia um posicionamento detalhado da fabricante divulgado nos principais comunicados públicos sobre a situação.

O que o consumidor deve fazer?

Quem tiver algum dos esmaltes listados em casa deve conferir o nome do produto na embalagem. Como a medida vale para todos os lotes, não é preciso procurar um número específico para saber se o item foi afetado.

A orientação mais segura é interromper o uso e buscar informações diretamente com os canais oficiais da marca ou do estabelecimento onde o produto foi comprado. Profissionais de salão também devem retirar os itens da rotina de atendimento e acompanhar as orientações da vigilância sanitária.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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