O juiz Flávio Henrique Albuquerque de Freitas mandou suspender hoje (04) o valor de R$ 9,3 milhões em aluguel de um jatinho particular executivo.
O magistrado fez questão de criticar o pedido em vista do caos sanitário vivido em Manaus, em meio a pandemia do coronavírus. “mostra de forma crua que gastar quase R$ 10 milhões com a contratação de um jato executivo não se alinha com uma atitude moral” disse ele. “O outro ponto central é a situação de pandemia vivida no Amazonas, onde pessoas agonizam sem leitos de UTI nem oxigênio, consoante se vê, diariamente, nos noticiários nacional e local. Sem contar das outras milhares que perderam suas vidas”, completou.
“Seria compreensível para cada uma das famílias que perdeu um ente querido nessa pandemia, por ausência de leito em UTI e oxigênio, suportar a escolha do Estado em priorizar a contratação de um Jato Executivo (mesmo na existência de voos comerciais) em desprezo do sistema público de saúde?”, se questiona o magistrado.
Em nota ao site da UOL, o governo do Amazonas se pronunciou “o governador do Amazonas, Wilson Lima, afirma que não assinou qualquer contrato de aluguel de jatinho e já havia determinado, na semana passada, que o processo de contratação, que estava sendo feito pela Casa Militar, fosse revisto”.
No mesmo dia, o governador foi às redes sociais “Que fique claro: sobre o processo de contratação de aeronave para o governo do Amazonas, realizado pela Casa Militar, não assinei nem assinarei este contrato e o processo será revisto após a pandemia”, escreveu ele em sua conta no Twitter.
Fonte indicada e adaptada: UOL
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