A situação precária da vida da aposentada Aisa Teixeira Gomes, veio a público e se tornou emblemática. Ela nos leva a refletir sobre a fome, sobre a escalada da miséria que hoje atormenta e apavora o Brasil A senhora Aisa começou a pedir gordura de boi no açougue para alimentar a família de 9 pessoas.
Em entrevista ao site G1, ela afirmou:
“Eu vou ao açougue pedir gordura para comer. Eu falo assim ‘tem como me dar as pelanquinhas’, eles me dão e eu coloco sal e misturo com o feijão para comer”.
Com ela residem mais 8 pessoas e todos os filhos estão desempregados.
Ela e a família tentam sobreviver com R$1.100,00 por mês e conta com a doação de uma básica da entidade Legião da Boa Vontade, na Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo. Contudo, conforme diz a reportagem, a entidade já está com dificuldade de prover a cesta em razão da grande alta do preço dos alimentos.
Como na última doação também foram entregues algumas caixas de leite, ela afirma:
“Vamos usar para reforçar o café da manhã das crianças antes de ir para a escola, mas não dá nem para uma semana. Estamos controlando para não colocar muito, eles ficam com vontade de tomar mais, mas não dá”.
Quando se fala em economia, em desemprego, em alta nos preços dos alimentos básicos da alimentação das pessoas de baixa renda, são pessoas como dona Aisa que devemos ter em mente.
Puxado pelo aumento da energia elétrica e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou a alta para 0,89% em agosto, após registrar taxa de 0,72% em julho, informou nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A escalada da inflação, a alta de preços, bem como a implementação de políticas que não priorizam o combate à fome e à pobreza fazem com que pessoas deixem de comer e, não raro, com que esteja em xeque a sua própria sobrevivência.
Capa: Aisa Teixeira Gomes — Foto: Reprodução/ Tv Globo
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