De acordo com as últimas informações, o ciclone Idai provocou, até agora, 447 mortes em Moçambique, 259 no Zimbábue e 56 no Malauí. O Brasil, Alemanha e vários países já ofereceram ajuda financeira, sobretudo para Moçambique, o país mais devastado pelos ventos que chegaram a atingir 200 quilômetros por hora.
A ajuda oferecida até agora, contudo, passa longe de ser suficiente para custear o que é necessário para viabilizar o resgate dos ainda desaparecidos, garantir que a vida volte ao normal por lá e para impedir surtos de determinadas doenças, provocadas pelas condições precárias em que as famílias sobreviventes se encontram. A ONU pediu nesta segunda-feira (25) US$ 282 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em doações para financiar durante os próximos três meses a ajuda a Moçambique.
Diante desse quadro, O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou, nesta quarta-feira (27), que militares que atuaram na operação de salvamento das vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vão para África ajudar no resgate de atingidos pelo ciclone. O reforço chegará em um ótimo momento.
Em Brumadinho, os bombeiros localizaram, até o momento, 216 pessoas que foram soterradas. Oitenta e oito pessoas continuam desaparecidas e a operação de busca prossegue por 62 dias, sem data para terminar. Durante a tragédia de Brumadinho os bombeiros ganharam destaque nas redes sociais em razão do seu empenho para salvar vidas e encontrar os desaparecidos, assumindo, não raro, uma série de riscos e praticando atos verdadeiramente heroicos em vários casos.
Certamente poderemos esperar que, na África, exemplos de bravura como aqueles de Brumadinho se repetirão.
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