Com informações de UPSOCL
Sabem aquela famosa ideia de que “só se aprende sofrendo”? Então, além de não fazer qualquer sentido em relação a seres humanos, não faz também sentido algum em relação aos animais. Muito pelo contrário, métodos de adestramento baseados punições e hostilidades levam a rendimentos iguais ou inferiores àqueles baseados em recompensas, além de estresse e traumas. É o que mostra uma pesquisa recentemente realizada pela Universidade do Porto.
A pesquisa, levada a cabo pela bióloga Ana Catarina Vieira e outros pesquisadores da Universidade do Porto, em Portugal, analisou o comportamento de 92 animaizinhos em sete diferentes escolas de treinamento para cães, três das quais utilizam um método de adestramento baseado exclusivamente em recompensas. As restantes utilizam um método baseado “punições”, como gritos, arrancões na coleira etc.
Os resultados mostraram que, além de o processo de aprendizagem ser plenamente satisfeito por meio do método que se baseia em recompensas, ele é ainda incalculavelmente mais saudável para os animais. O método baseado em “punições”, além elevar a patamares altíssimos o nível de estresse dos bichinhos e traumatizá-los, os torna ‘pessimistas’ em uma tarefa de viés cognitivo, o que representa um prejuízo no processo de aprendizagem.
“Nossos resultados mostram que cães treinados usando métodos baseados em aversão experimentaram bem-estar pior em comparação com cães de estimação treinados usando métodos baseados em recompensas, tanto a curto e longo prazo”, disseram os especialistas. O estudo representa um importante no sentido da promoção da saúde dos nossos bichinhos de estimação e da luta contra os maus-tratos.
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