Psicologia e Comportamento

“Foco no afeto” é disso que o mundo precisa!

“Foco no afeto!” é um despretensioso convite para a vida prática, para o cotidiano, apelo este que pode ser traduzido de diversas formas, todas muito conhecidas, mas nem sempre lembradas.

Vivenciar as oposições de forma amistosa.

Generosidade ao dirigir. Gentileza no trato com todos os seres animados e inanimados. Gentileza ao conversar com qualquer pessoa, ao se referir a qualquer pessoa. Generosidade para consigo próprio antes de tudo.

No estado saudável, a nossa espécie não foi feita para a guerra, ela reflete uma enfermidade da nossa espécie. É sempre uma opção não interagirmos de forma predatória, mesmo em meio a um “campo de batalha”.

O veneno que alguém desfere contra os outros, está matando este mesmo alguém.

Se você tem algum ressentimento, alguma mágoa ou alguma raiva, dissolva-os de forma não bélica através da meditação. Essa prática vai ajudar você a não gerar mais nenhum resquício desses detritos emocionais no seu inconsciente. Isso nos ajuda a focarmos na alegria de estarmos vivos e agradecermos à existência pelo que temos.

Essa nova configuração não transforma ninguém em um ser passivo ou apático, ao contrário, a percepção aumenta num tanto que possibilita a pessoa resolver suas questões pacificamente sem pagar caro com a saúde lesada pelos tais detritos emocionais.

Até mesmo algumas ramificações da ciência biológica (James Lovelok), alguns ramos da medicina (medicina de apoio), alguns novos critérios de qualidade de vida no trabalho, elaborados pelos “ISOS”, já perceberam (demorou, mas nunca é tarde) que somos uma relação interdependente acima de sermos indivíduos e que esta relação precisa ser a mais harmoniosa possível para que os nossos projetos sejam mais bem sucedidos.

Não há novidade alguma em se apelar para focarmos no afeto. A novidade são os resultados de aplicá-lo cada vez mais no nosso cotidiano.

O grande sonho por trás de qualquer apelo como o Foco No Afeto! é que um dia ele se torne desnecessário, por todos estarmos vivendo a nossa “vocação”, que é a de sermos uma relação dignamente generosa.

A bem da nossa saúde, mantenhamos o foco no afeto.

Arly Cravo
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