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Entidade que comanda a Natação proíbe mulheres trans de participar de competições femininas

No último domingo (19), a Federação Internacional de Natação (FINA) anunciou a decisão de não permitir atletas transgêneros nas competições femininas.

Aprovada com 71% dos votos dos 152 membros, a mudança se definiu durante o congresso geral extraordinário da Fina, em Budapeste, onde geralmente acontecem os campeonatos mundiais de natação.

O único critério para sua participação ser aceita, conforme as novas regras, será se sua transição de gênero fora iniciada até os 12 anos de idade, ou seja, caso tenham passado por alguma etapa da puberdade masculina.

A decisão foi descrita pelo congresso como “apenas um passo em direção à total inclusão” de atletas transgêneros. A federação ainda prometeu criar uma categoria para atletas trans.

“A abordagem da Fina na elaboração desta política foi ampla, baseada na ciência e na inclusão. E, mais importante, enfatizando a equidade competitiva”, afirmou o diretor-executivo do órgão, Brent Nowicki

Husain Al-Musallam, presidente da federação, afirmou que o intuito da organização seria “preservar os direitos de nossos atletas de competir”, mas também “proteger a equidade competitiva”.

“A Fina sempre acolherá todos os atletas. A criação de uma categoria aberta significará que todos terão a oportunidade de competir em nível de elite. Como isso ainda não foi feito, a federação precisará abrir o caminho. Quero que os atletas se sintam incluídos e capazes de desenvolver suas ideias durante esse processo.”

O órgão regulador da natação nos EUA (USA Swimming) já havia atualizado sua política para nadadores trans em fevereiro, estabelecendo critérios que poderiam extinguir as vantagens desleais, como testes de nível de testosterona por cerca de 36 meses antes das competições.

Michael Joyner, fisiologista e especialista em desempenho humano, afirma que:”a testosterona na puberdade masculina altera os determinantes fisiológicos do desempenho humano e explica as diferenças baseadas no sexo na performance humana, consideradas claramente evidentes aos 12 anos”.

“Mesmo que a testosterona seja suprimida, seus efeitos de melhoria de desempenho serão mantidos.”

Ja Summer Sanders ex-campeã olímpica do esporte, se posiciona dizendo que deveriam existir categorias femininas e masculinas e, em paralelo, de categorias para mulheres trans e homens trans.

“A competição justa é um ponto forte e básico de nossa comunidade – essa abordagem preserva a integridade do processo esportivo existente hoje, no qual milhões de meninas e mulheres participam anualmente.”


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O assunto, é um dos mais delicaos da história do mundo do esporte, e divide opiniões dentro e fora dele.

Muitos afirmam que mulheres trans não devem competir em nas categorias de esporte feminino por conta de vantagens físicas, outros defendem que o esporte deve ser inclusivo

Mas é fato que as mulheres trans devem aderir uma série de regras para que possam competir em alguns esportes, podendo até ser necessário que reduzam os níveis de testosterona em seu corpo por determinado período antes de competir.

E as preocupações, principalmente na natação, é de que até atletas que não passaram pela puberdade masculina continuem tendo vantagens físicas, mesmo evitando sua puberdade ou que posteriormente reduzam seus níveis de testosterona.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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