Tem um tipo de ansiedade que só aparece quando a faculdade está acabando: todo mundo fazendo planos ao mesmo tempo, a sensação de “agora vai”, e aquele medo discreto de uma decisão pequena virar um dominó gigante.
É desse clima que Como Seria Se…? parte — e o truque do filme é mostrar, lado a lado, duas versões bem diferentes da mesma semana.
A protagonista é Natalie, vivida por Lili Reinhart. Na noite da formatura, ela faz um teste de gravidez e, a partir daí, a história “bifurca” em duas linhas: em uma, o resultado dá positivo e ela volta para o Texas, indo morar com os pais para encarar uma maternidade precoce; na outra, dá negativo e ela vai para Los Angeles tentar construir carreira (o filme puxa mais para a área criativa/arte/estúdio, com o sonho profissional como motor).
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O que funciona aqui não é só o conceito de realidades paralelas, mas o jeito como o roteiro alterna as cenas para deixar claro que as duas vidas têm custos e ganhos — sem transformar uma em “lição” e a outra em “prêmio”.
Numa realidade, a Natalie lida com frustração, recomeço e a reorganização total da rotina; na outra, enfrenta a instabilidade de começar do zero numa cidade cara e competitiva, com a pressão de provar talento e aguentar “nãos”.
Também ajuda o elenco de apoio: Danny Ramirez interpreta Gabe, o amigo que está ligado às duas versões da vida dela; David Corenswet entra como interesse amoroso na fase de Los Angeles; e ainda aparecem Luke Wilson e Andrea Savage como os pais, além de Aisha Dee como a melhor amiga.
O filme é dirigido por Wanuri Kahiu e escrito por April Prosser, com lançamento na Netflix em 17 de agosto de 2022 (duração na faixa de 1h50).
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