Indicação de Filme

Esse é um dos filmes mais emocionantes já lançados pela Netflix e está emocionando o Brasil

Alguns filmes emocionam sem precisar forçar o choro. Eles chegam devagar, com cenas simples, personagens machucados pela vida e uma história que parece pequena no começo, mas vai encostando em lugares muito humanos. “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes”, novo drama da Netflix, entra exatamente nessa categoria: é uma produção sensível, curiosa e com uma premissa que poderia soar estranha no papel, mas funciona muito bem na tela.

Baseado no best-seller de Shelby Van Pelt, o filme acompanha Tova, uma viúva que começa a trabalhar no turno da noite em um aquário de uma pequena cidade. Em meio à rotina silenciosa, ela cria uma ligação inesperada com Marcellus, um polvo extremamente inteligente, e também se aproxima de Cameron, um jovem meio perdido que chega ao local carregando suas próprias perguntas. A Netflix descreve a trama como um drama sobre uma viúva que faz amizade com um polvo esperto e um jovem à deriva depois de começar a trabalhar à noite no aquário da cidade.

O elenco ajuda bastante a sustentar essa delicadeza. Sally Field interpreta Tova, enquanto Lewis Pullman vive Cameron. Já Alfred Molina dá voz a Marcellus, o polvo que se torna uma das peças mais marcantes da história. Segundo a página oficial da Netflix, o filme é de 2026, tem classificação A14 no Brasil e está disponível como drama na plataforma.

A graça de “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes” está justamente no jeito como ele trata sentimentos difíceis sem transformar tudo em peso. O luto de Tova está presente, mas aparece na rotina, nas escolhas pequenas, no modo como ela evita certas lembranças e tenta manter algum controle sobre a própria vida. Cameron, por outro lado, surge como alguém que ainda não encontrou direito o próprio lugar. Entre os dois, Marcellus funciona como uma ponte curiosa, inteligente e, em muitos momentos, surpreendentemente carinhosa.

O filme também tem um mistério familiar no centro da trama. Aos poucos, a relação entre Tova, Cameron e Marcellus começa a revelar pistas sobre o passado, especialmente sobre uma dor antiga que ficou sem resposta por muitos anos. A adaptação preserva esse lado de drama com descoberta emocional, misturando afeto, humor leve e aquela sensação de que certas conexões aparecem justamente quando a pessoa já parou de esperar por elas.

A direção é de Olivia Newman, que também assina o roteiro ao lado de John Whittington, de acordo com informações da Netflix/Tudum. A produção chegou à plataforma em 8 de maio de 2026, reforçando a aposta da Netflix em dramas adultos com apelo emocional e elenco conhecido.

Outro detalhe interessante é que a ambientação do filme ajuda a criar esse clima mais íntimo. Embora a história se passe na fictícia cidade de Sowell Bay, no estado de Washington, as gravações foram realizadas principalmente em Vancouver, no Canadá. A própria Netflix destacou locações usadas para dar vida ao aquário, às ruas da cidade e aos espaços que cercam os personagens.

Para quem gosta de filmes que emocionam sem correria, “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes” tem uma combinação eficiente: uma protagonista madura, um jovem tentando se entender, um animal improvável roubando cenas e um mistério que mexe diretamente com família, perda e recomeço. É o tipo de produção que não depende de grandes viradas a cada minuto; ela prende pelo vínculo entre os personagens e pela forma como cada revelação muda o sentido do que veio antes.

A recepção também tem apontado justamente esse lado mais doce e acessível do filme. Em crítica publicada pelo The Guardian, a adaptação foi descrita como uma produção gentil, de fácil envolvimento, com Sally Field formando uma ligação com o polvo Marcellus em uma história de tom afetuoso.

No catálogo da Netflix, onde tanta coisa chega e desaparece rápido da conversa, “Criaturas Extraordinariamente Brilhantes” tem potencial para crescer no boca a boca. Quem dá play esperando só um drama bonito pode acabar encontrando uma história sobre perdas antigas, famílias quebradas, segundas chances e afetos que surgem nos lugares mais improváveis.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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