Recurso terapêutico revela aspectos do inconsciente e favorece o controle das emoções, minimizando crises de ansiedade
De acordo com uma pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, a ansiedade é o transtorno mais presente entre os brasileiros durante a pandemia de Covid-19. Dentre as causas, estão o medo de adoecer ou de perder pessoas próximas, o estresse provocado pela mudança na rotina e pelas medidas de distanciamento social, o receio de perder o emprego e a preocupação com as consequências econômicas.
A ansiedade é um sentimento natural e inerente ao ser humano, funcionando como uma medida protetiva quando o cérebro, diante de uma ameaça ou um perigo, libera cortisol para que o organismo fique em alerta. Na pandemia, que trouxe muitas incertezas sobre o futuro, esse estado de atenção pode ser permanente e provocar prejuízos no dia a dia e na qualidade de vida do paciente.
De acordo com a arteterapeuta Myrian Romero, coordenadora do Centro Internacional de Mandala, Arte e Simbolismo (Ceimas), as mandalas terapêuticas podem revelar, por meio de cores e formas, se o paciente está vivenciando um quadro de ansiedade. “Ao observar um conjunto de mandalas, ficam evidentes traços de alguém que está ansioso. Nesse caso, precisamos avaliar se é algo pontual e natural diante, por exemplo, de um evento inesperado, como a perda do emprego ou até mesmo o luto, ou se ansiedade já se apresenta como o início de um transtorno”, explica a especialista.
Ela acrescenta que, numa mandala terapêutica, a ansiedade pode ser manifestada de forma concreta por meio de alguns elementos específicos, como espirais que passam do limite do círculo e as cores violeta, magenta, rosa forte ou pálido, e dependendo de onde e como estão colocados dentro da circunferência. “Ao trazer aspectos do inconsciente, as mandalas podem revelar antecipadamente um nível de tensão exacerbado, ou seja, quando as angústias e preocupações são excessivas e precisam de um olhar mais atento”, afirma Myrian Romero.
No processo terapêutico, as mandalas também têm o papel de ajudar o paciente a liberar as emoções em cor e forma no papel, favorecendo uma enorme descarga de tensão. “Assim, o próprio ato de fazer uma mandala terapêutica, que requer um trabalho de respiração, concentração e relaxamento, auxilia o paciente a controlar a ansiedade, evitando que a situação se agrave”, acrescenta a arteterapeuta.
Além do recurso das mandalas terapêuticas, Myrian Romero recomenda algumas medidas simples para controlar a ansiedade: manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos, fazer pausas ao longo do dia para uma respiração mais longa e profunda, meditar mesmo que seja apenas 10 minutos por dia, fazer um escalda-pés no inverno e dormir bem.
A especialista finaliza ressaltando que, em casos de transtornos de ansiedade, é necessário um trabalho multidisciplinar, com o auxílio de um médico psiquiatra.
Myrian Romero é arteterapeuta e pós-graduada em Gestão Emocional nas Organizações pelo Hospital Israelita Albert Einstein e em Psicologia Transpessoal pela Associação Luso-Brasileira de Transpessoal (Alubrat). Certificada MARI®️ (Mandala Assessment Research Instrument) e Creating Mandala Program, ministrado em Atlanta, nos Estados Unidos, por Suzanne Fincher, autora de vários livros sobre o tema. Atualmente, é coordenadora do Centro Internacional de Mandala, Arte e Simbolismo (Ceimas) e professora em programas de Pós-Graduação.
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