A Argentina está, como grande parte do mundo, adotando o distanciamento social. Para muitos, a tecnologia não é o suficiente para matar a saudade. Foi assim que Lautaro se sentiu, um argentino de apenas 10 anos de idade, que não resistiu mais sem ver os avós. Ele esperou até que sua mãe cochilasse e encheu duas mochilas com material escolar e álcool em gel e deixou sua casa na cidade de Córdoba para ir aos “los nonos”.
Lautaro se perdeu e tocou a campainha de uma loja de borracha. “Leve-me aos meus avós”, pediu o menino. A pessoa chamou a polícia achando que o garoto estivesse perdido. Foi assim que o carro da polícia chegou ao quilômetro 8 e meio do Caminho San Carlos.
Lautaro pediu que não o parassem e indicou o caminho por alguns quilômetros, supostamente em direção a sua casa.
Quando chegaram à casa, não foi a mãe que saiu, mas os avós, Gladys e Esteban, que Lautaro não via desde o início do isolamento social, preventivo e obrigatório. A reunião foi com lágrimas e risos. Os “nonos” prometeram a ele que se encontrariam novamente quando não houvesse mais perigo.
Enquanto isso, a mãe do menino percebeu sua ausência e foi procurá-lo. Ela foi à casa dos pais e o encontrou lá.
A história foi contada pela própria polícia de Córdoba em um comunicado, pois os agentes se disseram comovidos.
Na foto de capa, os dois policiais que levaram o garoto até os avós.
Realmente não tem sido fácil manter o isolamento social nesses dias em que cada um de nós se mostra mais e mais necessitado de colo e carinho. Lautaro teve bons motivos para se rebelar contra o isolamento, contudo, preservar a saúde dos avós deve estar sempre em primeiro lugar. Distanciar-se, hoje, é um ato de amor!
Com informações do La Nation.
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