Conforme noticiado pela UOL, trata-se da primeira vez que se tem registro de o governo chinês dar mostras de que proibirá, muito em breve, o consumo da carne de cães.
Ao relacionar animais indicados ao consumo humano, o Ministério da Agricultura da China emitiu um documento que reforçou a recomendação para tirar os caninos da lista.
Tal recomendação tem como pano de fundo a epidemia do coronavírus no país, que está controlada no momento. Desde janeiro, está proibida a venda de animais silvestres. Além disso, mesmo com o comércio já reabrindo em Wuhan, epicentro da epidemia na China, o abate e a venda de animais vivos seguem proibidos nos mercados da cidade.
O governo chinês justificou a mudança de sua atitude para com os caninos ao explicitar as transformações da sociedade chinesa, ao longo do tempo: “Com o progresso da civilização humana e a preocupação pública e atenção pela proteção aos animais, cachorros passaram de animais domésticos tradicionais para animais de companhia”, diz o texto. “Os cães geralmente não são considerados comida no mundo todo, e a China também não deve administrá-los como faz com animais destinados à pecuária”.
Há estimativas que apontam para um abate entre 10 e 20 milhões de cães para consumo todos os anos, na China.
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