Hoje é minha estreia na Revista Pazes e eu estou muito feliz de poder compartilhar um pouco do meu despretensioso trabalho com a poesia aqui nesse espaço.
Fiquei por dias imaginando como seria esse começo, ensaiando as palavras certas para usar aqui na minha estreia, mas a poesia acontece é no inesperado mesmo. Quando me dei conta já estava aqui escrevendo, tracejando esse tímido aceno.
Ainda há pouco eu assistia o álbum visual “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’água”, trabalho potentíssimo da Luedji Luna e estou até agora atravessada por toda visceralidade poética dessa artista tão incrível.
Eu me peguei assim… muda de tanta beleza. E esse não é só um trabalho de estética bonita, mas um trabalho que fala sobre a resistência da mulher negra e de como a arte remanesce sendo um caminho possível para fazermos revolução.
Pensando nessas vozes de resistência, divido com vocês a minha leitura ao poema ancestral vozes mulheres da Conceição Evaristo. Penso que essa talvez tenha sido a leitura poética mais difícil que já fiz. É um texto que atravessa a gente.
Espero que gostem.
Com afeto,
Manú do Sertão.
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