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Ursos polares são flagrados caçando comida no lixo em cidade russa: ‘Culpa das mudanças climáticas’, alerta cientista

O degelo crônico das calotas polares no oceano Ártico têm feito milhares de animais migrar para o sul em busca de alimentos e estabilidade.

Diante disso, os especialistas concentram esforços para conscientizar os seres humanos a não interagir com eles em caso de encontros inesperados.

Graças às mudanças climáticas, diversas espécies têm perdido seus habitats continuamente, o que as tem aproximado da extinção e as forçado a procurar outros lugares para viver.

Recentemente, dois ursos polares foram vistos vasculhando o lixo de uma casa na cidade de Ryrkaipiy, no distrito de Chukotka (Rússia), uma área muito próxima ao Oceano Ártico onde vivem as enormes criaturas peludas.

Acontece que a mudança climática está esquentando a região onde vivem esses espécimes, forçando-os a procurar comida de maneiras frequentemente desesperadas.

Eles costumam caçar espécies marinhas, mas como os mantos de gelo derretem e levam tempo para se formar, eles não têm escolha a não ser sobreviver de outra forma.

Este aparecimento de ursos é mais frequente no inverno russo, como explica o subdiretor do Departamento de Política Industrial e Agrícola de Chukotka, Yegor Vereshchagin.

“Desde 2000, em Chukotka, aumentou o número de ursos. Eles vão para as aldeias, às vezes até uma dúzia, em busca de comida. Isto deve-se às alterações climáticas”, enfatizou.

“No outono, os ursos cruzam a rota pela água. Durante as tempestades de outono, por exemplo, eles podem se perder e ir em direção às pessoas” , acrescentou o vice-diretor.

Uma situação que coloca em risco os moradores e os próprios ursos, uma vez que este não é o lugar onde deveriam estar. Além disso, eles estão perdendo seu verdadeiro lar.

Especialistas alertam a população para não interagir com os animais caso sejam encontrados, embora alguns prefiram ficar em casa ao cair da noite para evitá-los, conforme relata a líder da ONG “Patrulha do Urso”, Tatiana Minenko.

“As pessoas ficam em casa à noite para evitar o encontro de ursos e voluntários patrulham o assentamento em veículos para neve”, disse Tatiana ao Euronews.

De acordo com o Serviço Federal de Supervisão de Recursos Naturais, as chances de um urso perder a vida durante um encontro com um humano são altas, enquanto a maioria deles foge nesta situação.

Os seres mais indefesos e inocentes são os que mais sofrem com as alterações climáticas, por motivos como este é importante sensibilizar e agir em prol do meio ambiente!

Leia também: Filme “O diabo veste Prada” é acusado de ser gordofóbico 15 anos após a sua estreia

Fonte: Euro News

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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