Quando crianças, somos tomados pela alegria das incessantes descobertas. Nesse tempo, o deslumbramento nos instiga a sondar e a conhecer, a tocar o não sabido, a explorar o incerto. Na medida em que vamos crescendo, tomamos um caminho contrário. Cercamo-nos de certezas diversas na ilusão de que essa redoma nos deixará seguros. Então passamos a desejar que o conhecido e amado se perpetue no tempo e no espaço, e nos fechamos para o novo.
Passamos, assim, a escolher caminhos com a intenção de perenidade, firmamos compromissos com prazos a perder de vista, desenhamos o nosso destino, celebramos contratos, juramos amores selados de eternidade. Contudo, todo para sempre é provisório. Os planos, as metas, as juras eternas, eles são o cenário perfeito para que a vida se mostre maior do que toda e qualquer previsão.
É que o verdadeiro viver só acontece no improviso. Ele acontece quando um “quase” nos resvala a alma. Quando um “se” nos exaspera. Quando você olha um desconhecido e percebe que ele o observa e que os olhos dele brilham. Quando você finalmente constata que a profissão dos seus sonhos não era tão a profissão dos seus sonhos assim e que você pode criar alternativas. Ele acontece quando tudo transborda ou quando tudo falta, e você sente que algo dentro de si se agiganta e que você pode ser maior do que é.
A vida não tem relógio de ponto. Não se apresenta de hora marcada. Ela não vem com manuais. Não tem garantias. Mas é uma aventura a ser levada a sério, pois tudo só é enquanto não se esvair. E tudo se esvai de nós, embora em nós ainda possa eternizar-se.
O bonito é regressar às infâncias e ver, com a maturidade dos nossos olhos já vividos, que existe beleza nesse caos. Perceber que existem flores e perfumes nesse tumulto. Saber que não fomos feitos para o tédio, que não nascemos para ser mornos. Certamente se a beleza de ontem fosse eterna já não encontraria o mesmo eco em nossas almas. Afinal, aquele que em nós viveu já não é vivo. Somos, a cada dia, a nossa mais nova reinvenção.
Uma senhora muito idosa, sentada em uma cadeira de praia, mantém a bengala ao lado…
Quando funcionários de um estabelecimento em Salta, no norte da Argentina, encontraram Lunita na rua,…
Selena Quintanilla já era uma das maiores estrelas da música tejana quando começou a preparar…
Um caso médico registrado no Irã chamou a atenção por uma associação pouco comum entre…
Uma peça metálica encontrada durante a limpeza da casa da avó foi suficiente para provocar…
Para quem acompanhou a televisão e o cinema no fim dos anos 1990 e ao…