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Todo mundo começou este suspense achando que era comum — até chegar a um final impossível de esquecer!

Tem filme que não precisa de perseguição, explosão ou meia dúzia de cenários pra te deixar em estado de alerta. O Culpado (2021) faz o contrário: te prende numa sala, te dá um telefone e coloca você como “refém” de uma única coisa — o que dá pra entender (ou errar) só ouvindo vozes.

E aí vem a sacada: quanto mais você acha que já pegou a história, mais o filme mostra que certeza, aqui, é armadilha.

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A premissa é simples na superfície: Joe Baylor (Jake Gyllenhaal), um policial rebaixado para a central do 911, atende uma ligação de uma mulher que parece estar pedindo ajuda “por código”.

Do outro lado, a cidade está tensa com incêndios florestais chegando perto, mas o caos maior fica todo dentro daquele cubículo.

O que diferencia o filme é o jeito como ele usa a imaginação do espectador contra ele mesmo. Você monta o “filme na cabeça” com base em frases quebradas, ruídos, pausas e tentativas de controle do Joe — e é exatamente aí que o roteiro puxa o tapete.

Sem entrar em spoiler pesado, dá pra dizer que a história não é sobre um “sequestro padrão”: ela vira para um lugar bem mais desconfortável, onde a urgência continua, mas o sentido muda.

E aí entra o motor do negócio: Jake Gyllenhaal carregando 90 minutos no rosto e na voz. O Joe é irritadiço, ansioso, mandão, e ao mesmo tempo claramente quebrado por algo que aconteceu no trabalho (o filme deixa isso pulsando no fundo o tempo todo).

A atuação funciona porque ele não faz um herói “bonito” — ele soa como alguém tentando consertar uma noite ruim do jeito mais desesperado possível.

A direção do Antoine Fuqua acerta ao tratar a central como uma panela de pressão: câmera colada, luz fria, barulho de ligações entrando, colegas passando, sirenes ao longe.

É um suspense feito mais de ritmo e som do que de ação — e isso explica por que tanta gente termina o filme com aquela sensação de “como assim acabou e eu tô assim?”.

Agora, o ponto que pode dividir: O Culpado é remake do dinamarquês de 2018, e parte da crítica vê o original como mais seco e mais forte, enquanto este aqui troca um pouco da frieza por um drama mais evidente (principalmente no arco moral do Joe).

Ainda assim, o resultado “americano” segura bem a tensão e foi recebido de forma positiva no geral (Rotten Tomatoes e Metacritic ficam nessa linha de “bom, mas com comparações inevitáveis”).

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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