O terror, o temor, as bombas e a guerra não deveriam integrar o universo infantil.
Neste mundo fragilizado pela ganância de uns poucos, pela ânsia de subjugar, de sebrepujar, de superar o outro; neste mundo que virou as costas para a empatia e abraçou a competição desenfreada, o consumo desmedido… Neste tempo em que as posses de um homem valem mais que a essência, o terror e a ternura se misturam e se materializam na imagem de capa. Trata-se de um menino sírio a proteger a irmã durante um bombardeio, em meio a esta guerra interminável que há anos assola o país.
Sei que pouco podemos fazer diante dessas grandes mazelas da humanidade. Mas podemos fazer, cada um dentro do círculo social em que está inserido, a inversão da lógica dos nossos tempos.
Dar a mão à gentileza, dar voz aos silenciados na miséria e na dor, dar um sorriso àquele que cruza o nosso caminho, vibrar a favor dos desvalidos, ser a melhor de versão de nós mesmos sempre que conseguirmos.
Que a cada dia, em homenagem àqueles que se escondem dos bombardeios e observam a sua própria fragilidade diante do ódio de tantos, sejamos o bem a alguém. Em homenagem a eles, sejamos o bem a alguém.
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