Sentia dores. Pensava que não tinham nome, afinal, nenhum doutor dava jeito nelas. Acordava com a sensação de terem roubado o oxigênio do mundo. A comida? Estranha, todas pareciam ter o mesmo sabor. As cores? Desbotadas, parecendo que faltava tinta no mundo. Seguia assim, como se o coração falasse no lugar da boca, os olhos procurassem lugares de repouso, as mãos não tivessem onde descansar. Os pés? Coitados, pareciam ter vida própria, andavam sem que ela comandasse.
Procurou no silêncio um remédio, tinha medo de sumir dela mesma. Verdade? Mentira? Essas confusões eram diárias, não sabia mais dizer o que era real ou ilusão. Sentia o mundo despovoado.
Pessoas que tiveram dores parecidas receitaram abraçar o entardecer, respirar os ipês na beira da estrada, tomar um café entre as árvores. Receitaram memória, mas para funcionar teria que dar voz ao coração, às lembranças, teria que fazer as pazes com a noite. Para amenizar as dores teria que enxergar nas flores algo maior, muito maior.
(extraído do livro Laços e Lutos / Teresa Gouvea)
Tem série que chama atenção pelo crime, pela investigação ou pelo susto. Dilema prende por…
Nicole Kidman voltou ao suspense em uma produção que aposta em crimes violentos, segredos antigos…
A notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o andamento de milhares de…
Por anos, Robin Williams foi visto pelo público como um artista de energia rara, daqueles…
Tem teste visual que parece brincadeira de internet, mas prende justamente porque mexe com uma…
Medo de avião já rende tensão por conta própria. Em The Twilight Zone, esse desconforto…