A memória é meio “seletiva”: a gente gruda a imagem de um artista em um papel específico — e pronto, parece que ele sempre teve aquela mesma idade, o mesmo corte de cabelo, a mesma postura.
Só que muita gente famosa começou cedo, teve fases bem diferentes antes do auge, ou só explodiu mais tarde e acabou ficando “congelada” na nossa cabeça daquele jeito.
A seguir, um passeio por registros antigos de nomes gigantes do Brasil e de fora, com direito a contexto rápido do momento em que cada um estava começando (ou virando a chave).
Antes de virar referência em TV, cinema e humor, Regina Casé já estava em cena bem nova: ela entrou no teatro ainda adolescente, aos 16 anos, no início dos anos 1970.
Em 1984, apareceu como Clotilde em Vereda Tropical, quando já dava para perceber a presença forte que viraria marca registrada.
Décadas depois, ela chamou atenção de novo ao viver Zoé em Todas as Flores (2022), num papel bem diferente do que muita gente associava a ela.
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Sim, o “Dr. House” teve seu período de jovem ator e comediante antes do jaleco e da cara de poucos amigos.
A imagem de 1982, no The Cambridge Footlights Review, mostra o Laurie em uma fase ligada a humor e apresentações de palco — uma rota bem comum para quem saiu do circuito universitário britânico e depois migrou para a TV.
Aracy estreou na televisão em 1964 e foi construindo uma carreira que transitava com facilidade entre comédia e drama.
Nos anos 1970, 1980 e 1990, ela emplacou novelas que viraram referência, como Guerra dos Sexos (1983), Ti Ti Ti (1985) e Rainha da Sucata (1990).
Para muita gente, porém, o rosto dela ficou instantaneamente ligado a Cassandra, de Sai de Baixo (1996–2002). Aracy morreu em 7 de agosto de 2023, aos 83 anos.
Quando a carreira passa de seis décadas, fica fácil entender por que a maioria só lembra do Nicholson já com o “modo lenda” ativado.
O registro mais antigo citado costuma ser datado de cerca de 1955 — um Nicholson ainda longe do status de astro, numa época em que Hollywood tinha outra estética, outro ritmo e um caminho bem mais lento até o estrelato.
Antes de se tornar um nome praticamente sinônimo de excelência na dramaturgia brasileira, Fernanda Montenegro já trabalhava na TV desde 1951, com participação na TV Tupi.
Ela foi, durante anos, a única brasileira indicada ao Oscar de Melhor Atriz — e hoje divide esse marco com a filha, Fernanda Torres.
Além disso, venceu o Emmy Internacional de Melhor Atriz por Doce de Mãe (2013), mostrando como a carreira dela atravessa épocas sem perder relevância.
Celine começou a ganhar espaço ainda adolescente e, quando o público mundial “descobriu” a voz dela, ela já vinha se preparando havia tempo.
A foto de 1985, quando tinha 16 anos, é desse período de aparições em TV — incluindo o programa francês Champs-Élysées — que ajudou a levar o nome dela para além do Canadá e a consolidar o caminho para a explosão nos anos seguintes.
A Judi Dench é daqueles casos em que o público mais novo reconhece primeiro pelos papéis recentes, tipo 007 – Operação Skyfall (2012), mas a trajetória dela começou muito antes.
O registro em preto e branco deixa claro: antes de virar “rosto de autoridade” no cinema, ela já tinha a energia e a técnica de uma atriz jovem em início de estrada, numa fase em que palco e TV britânica eram vitrines decisivas.
O Jô estreou na televisão em 1956, na Praça da Alegria (RecordTV), e não demorou para virar um dos nomes mais versáteis do entretenimento brasileiro.
Em 1981, estourou com Viva o Gordo, e depois consolidou um estilo próprio em programas de entrevistas, além de atuar como escritor e humorista. Ele morreu em 5 de agosto de 2022, deixando uma filmografia e uma história de TV que atravessaram gerações.
Tem gente que parece ter nascido com “cara de premiada”, mas a Meryl também teve seu começo: antes da reputação de gigante, houve testes, papéis menores e a construção paciente do que viraria uma carreira raríssima.
A imagem do início ajuda a quebrar aquele efeito de que ela sempre esteve no topo — e mostra como o estilo e a presença dela já apareciam desde cedo, mesmo antes do mundo inteiro tratar o nome como sinônimo de atuação.
Eva Wilma começou a carreira artística em 1952, mas, antes disso, já vivia disciplina de palco como bailarina clássica desde os 14 anos — detalhe que ajuda a explicar a postura e a segurança em cena.
Entre os papéis mais lembrados estão Ruth e Raquel em Mulheres de Areia (1973) e Maria Altiva Pedreira de Mendonça e Albuquerque em A Indomada (1997), personagens bem diferentes entre si e que mostram o alcance dela.
A Susana Vieira estreou na televisão em 1962 e acumulou mais de 70 personagens entre séries, novelas e minisséries. Muita gente se surpreende quando vê imagens antigas porque ela atravessou décadas sempre em evidência.
A foto citada é da primeira versão de Anjo Mau (1976), lá no começo do caminho que faria dela um rosto constante em produções populares.
Antes do Oscar por viver a Rainha Elizabeth II em A Rainha (2006), Helen Mirren já tinha uma carreira extensa e respeitada.
O registro de 1970 pega justamente essa fase em que ela ainda estava longe do “rosto clássico” que muita gente conhece hoje — e serve como lembrete de que até as figuras mais reconhecíveis já passaram por várias versões de si mesmas ao longo do tempo.
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