Artes

Filme aplaudido de pé no Festival de Veneza acaba de chegar à Netflix e você tem que assistir

Um olhar crítico sobre o papel glorificado de anti-heróis do crime no cinema revela-se essencial diante de filmes que romantizam a ilegalidade. Enquanto produções como “Tropa de Elite” destacam policiais íntegros, há narrativas como “Retorno da Lenda” que, ao contrário, glamorizam a figura de um ladrão de gado e cavalos, traçando um caminho de ascensão nos negócios ilícitos até encontrar refúgio em um vilarejo esquecido no sul do Kansas, EUA.

Este filme, dirigido por Potsy Ponciroli, mergulha na vida de William Henry Bonney, conhecido como Billy the Kid, trazendo uma narrativa romanceada sobre seu percurso até a morte aos 22 anos. A trama destaca os eventos que levaram Henry a se isolar em um rancho, evitando autoridades e vivendo uma velhice presumivelmente tranquila após confrontos com a lei.

Leia Também: Netflix lança filme com The Rock perfeito para desligar o cérebro e se divertir no fim de semana

A abertura do filme faz uma alusão ao clássico “Três Homens em Conflito” (1966), mas subverte o tom ideológico. A narrativa, cheia de nuances, desafia expectativas ao trocar os papéis entre figuras de messias e criminosos, desorientando a audiência com reviravoltas ágeis e intrigantes.

O diretor constrói um prólogo tenso, com destaque para atuações marcantes de Stephen Dorff e Scott Haze, trazendo à tona a intensidade do enredo. O delegado Samuel “Sam” Ketchum, interpretado por Tim Blake Nelson, surge como uma figura dominante, mas a trajetória do anti-herói, apesar de sugerir um papel redentor, revela-se profundamente pragmática e até cruel.

A presença de Ketchum permeia a maior parte da trama, desenhando um personagem cujos conflitos éticos e dilemas existenciais nunca são plenamente resolvidos. O desfecho, traído por alguém em quem confiava, culmina de forma nada auspiciosa para o protagonista.

“Retorno da Lenda” oferece uma narrativa cinematográfica que desafia convenções do faroeste, apresentando uma desconstrução sutil dos estereótipos do gênero, mergulhando na complexidade moral de seus personagens e desafiando a noção tradicional de mocinhos e vilões.

Leia Também: 4 histórias de amor na Netflix para você assistir neste feriadão

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Fonte: Cine Pop

Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

Recent Posts

Fotografia e seu papel na narrativa visual

A fotografia é uma das formas mais poderosas de comunicação visual. Ela permite que as…

7 horas ago

Pudim que conquistou Neymar viraliza e banca reforma de doceria em Santos

Um pudim, uma nota de R$ 100 e uma confeiteira corajosa no meio da rua…

1 dia ago

Anvisa exige retirada das prateleiras de esmaltes com substância proibida; confira a marca e tonalidades

Quem faz unhas em gel costuma olhar primeiro para cor, brilho e durabilidade. Desta vez,…

1 dia ago

Sabe quem é? Menina da foto conheceu sertanejo aos 15 anos e segue com ele até hoje (mais de 30 anos depois!)

A foto tem cara de lembrança tirada do fundo do baú: enquadramento simples, visual de…

1 dia ago

Após divórcio inesperado, mulher de 40 anos ganha uma nova chance no amor em filme n° 1 da Netflix

Existe uma fase da vida adulta em que certas mudanças chegam sem pedir licença. A…

3 dias ago

O filmaço de assalto a banco com Viola Davis e Liam Neeson acaba de estrear no streaming e você precisa ver!

Filmes de assalto costumam gostar de cronômetro, cofre, fuga e plano milimetricamente desenhado. As Viúvas…

3 dias ago