Psicologia e Comportamento

Os pais devem entender que não se divorciam de seus filhos

Triste é a vida para a criança, não por causa do próprio divórcio, que em si representa uma situação séria para a ela, mas por causa das consequências de ter que se divorciar de seu pai ou mãe, quando isso não é algo que deveria nem contemplar, no entanto, hoje é o fator comum dos processos de divórcio.

Observamos muitas crianças passando por orientação especializada, para superar a separação de seus pais, mas o fator-chave, que parte da conscientização por parte dos pais, da unificação que deve permanecer com seus filhos, é esquecido de forma rápida e irresponsável, de alguma forma é melhor deixar o psicólogo cuidar da criança.

Infelizmente, os pais não percebem que o divórcio, o colapso conjugal, a separação que ocorre é entre o casal, os filhos não têm que passar por adições à situação que devem superar, eles não devem entender que não há mais amor, simplesmente, para eles, deve haver uma condição especial, que eles estejam enfrentando uma realidade que não os afete, que não diminua o relacionamento e a abordagem, muito menos o amor, que seus pais professam.

É duro e difícil para uma criança ter que superar um divórcio, pai e mãe não estão mais juntos, eles não se amam mais? É por minha causa? … Milhares de dúvidas passam por sua mente, culpa e impotência estão presentes e às vezes elas são pequenas demais para lidar com essas emoções …

É complicado para a criança entender que aquela bolha de amor e proteção, na qual ela esteve dentro, e que está prestes a estourar, não vai deixá-la desgarrada, desprotegida e até desamada. A primeira ação a ser tomada quando o casal opta por um divórcio é a de passar segurança à criança, de fazê-la entender que o amor, a atenção e o comprometimento de cada um dos pais não mudarão em função da separação.

Os pais devem refletir sobre o fato do divórcio e o sofrimento dos filhos, sejamos sensatos e não esqueçamos que a responsabilidade com nossos filhos não acaba, não agreguemos frustração em suas vidas, porque mais cedo ou mais tarde seremos julgados por eles.

Se vai partir para a formação de uma nova família, esclareça isso de modo que o seu filho não se sinta preterido ou ameaçado de rejeição, mostre isso como uma coisa boa a ser acrescentada na vida dele, algo que vai uni-los mais ainda e não separá-los.

Só para fixar: não existe ex pai ou ex filho. Essa relação é para a vida toda.

Foto de capa StockSnap/pIXABAY

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