Indicação de Filme

O filme mais impactante de Morgan Freeman está na Netflix – e ele mesmo afirma que é sua melhor atuação!

Tem filme que começa “do jeitinho de sempre” e, quando você vê, já virou outra coisa. Menina de Ouro (2004) faz isso com uma calma desconcertante: usa o boxe como cenário, mas o que prende mesmo é a forma como as relações vão se apertando — treinador, lutadora, amigo — até virar uma história sobre responsabilidade, afeto e limites que ninguém queria encarar.

Dirigido por Clint Eastwood e escrito por Paul Haggis, o filme acompanha Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma mulher adulta que decide levar a sério um sonho improvável e bate na porta do treinador Frankie Dunn (Eastwood).

Leia também: Sem interesse em Stranger Things? Nova série viciante da Netflix tem só 8 episódios e é pedida perfeita nesta reta final de dezembro

Ele é duro, teimoso, meio “casca grossa” por defesa. Quem equilibra essa dupla é Eddie “Scrap” Dupris (Morgan Freeman): ex-lutador, funcionário do ginásio e, principalmente, o cara que entende o que está acontecendo antes de todo mundo — inclusive do próprio Frankie.

O roteiro acerta porque não pinta Maggie como “milagre ambulante” nem Frankie como “guru”. Ela é insistente, trabalha, erra, aprende. Ele sabe treinar, mas também carrega culpas e um tipo de solidão que aparece nas pequenas manias (inclusive na relação dele com a igreja).

E Scrap fica ali, observando, comentando, segurando pontas. Esse trio funciona tão bem que dá pra sentir a rotina do ginásio, o cheiro do lugar, o cansaço depois do treino — sem precisar ficar “explicando” emoção com frase pronta.

E aí entra o Morgan Freeman: a atuação dele é toda de medida, especialmente quando o filme pede que alguém diga muito sem levantar a voz.

Scrap narra parte da história e, mesmo quando está só olhando, parece que está “fazendo a leitura” do ambiente. Ele tem humor seco, carinho contido e uma tristeza que não vira melodrama. Não à toa, Freeman levou o Oscar de Ator Coadjuvante por esse papel.

Outra escolha inteligente do Eastwood é o clima: a direção segura o filme num tom mais sóbrio, com espaço para silêncio e para as cenas respirarem. A trilha segue a mesma linha — discreta, sem empurrar lágrima — e o próprio Eastwood assina a música do longa.

Vale avisar: o filme toca em temas delicados de saúde, autonomia e decisões difíceis no fim da história.

Ele trata isso com seriedade e sem “show”, o que ajuda a experiência a ficar ainda mais pesada (no bom sentido) — porque parece vida real, não cena de impacto.

Leia também: O que aconteceu com o bebê de 1 mês engasgado com remédio para cólica que foi salvo por bombeiro em MG

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

Recent Posts

Teste de percepção: Se você enxergou apenas o soldado, ainda faltam quatro rostos para encontrar nesta imagem

Uma ilustração antiga, com um soldado atravessando uma paisagem de árvores e pedras, esconde um…

1 dia ago

Teste de atenção: Você enxerga uma mulher ou um cavalo? Cada resposta leva a um ponto fraco

Uma ilustração em preto e branco está chamando a atenção por reunir duas figuras em…

1 dia ago

Como ela está hoje? Aos 17 anos, ela conquistou o topo das paradas; depois de brilhar no ABBA, escolheu viver longe dos holofotes

Antes de se tornar uma das vozes mais conhecidas da música pop, Agnetha Fältskog já…

1 dia ago

Medicamentos de alto custo: o que fazer quando o SUS ou o plano de saúde nega o tratamento?

Como advogada que atua na defesa de pacientes contra negativas de planos de saúde, acompanho…

3 dias ago

RELATO: Comprei uma casa na praia, mas meu filho planejava levar cerca de 30 parentes da esposa. Então, tomei esta decisão

Depois de trabalhar durante 45 anos como engenheiro civil, Alberto Ramírez, de 72 anos, decidiu…

6 dias ago

As filhas aceitaram reencontrar a mãe após 20 anos, mas levaram alguém que mudou tudo

Aos 56 anos, uma avó francesa precisou voltar a uma rotina que já não esperava…

6 dias ago