Se você abriu a Netflix nos últimos dias e viu um “troll” te encarando na lista dos mais assistidos, não foi coincidência: “O Troll da Montanha 2” chegou ao catálogo na semana passada e já entrou forte no ranking.
E tem um detalhe que ajuda a entender por que tanta gente deu play: o primeiro filme, lançado em 2022, virou um fenômeno dentro da plataforma — ao ponto de ser divulgado como o filme em língua não inglesa mais assistido da história da Netflix, com mais de 178 milhões de horas vistas.
A continuação está, neste momento, em 3º lugar no Top 10 de filmes mais assistidos, atrás de “Alvo da Máfia” e “O Segredo do Papai Noel”. O desempenho da semana de 1 a 7 de dezembro dá a dimensão do alcance: 29,3 milhões de visualizações nesse período.
Não chega perto do impacto do original, mas é um volume que coloca a produção norueguesa no centro da conversa — e, principalmente, do algoritmo.
Só que o sucesso de audiência não veio acompanhado do mesmo entusiasmo entre críticos. No Rotten Tomatoes, o longa aparece com 50% de aprovação da imprensa especializada.
Entre as críticas mais repetidas, entram alguns pontos bem diretos: personagens com pouco “tempero”, humor que não encaixa em vários momentos e conflitos emocionais tratados de forma apressada, como se o filme estivesse sempre com pressa de voltar para a próxima cena grande.
Na história, o clima de “problema resolvido” do primeiro filme dura pouco. Novas criaturas despertam nas montanhas da Noruega, e o governo volta a encarar uma ameaça ligada ao folclore escandinavo — agora com a sensação de que a coisa pode sair do controle mais rápido do que antes.
É aí que Andreas, Nora e o Capitão Kris retornam ao jogo: eles precisam se reorganizar, buscar apoio, reforçar o arsenal e correr atrás de respostas que não estão exatamente onde eles imaginavam.
A direção é novamente de Roar Uthaug, o mesmo cineasta de “Tomb Raider: A Origem” e “A Onda”, mantendo aquela pegada de ação bem objetiva misturada com criatura gigante e tensão de desastre.
No elenco, o filme segue apostando em nomes mais conhecidos do público europeu do que do circuito hollywoodiano, como Ine Marie Wilmann, Mads Sjogard Pettersen e Kim S. Falck-Jørgensen, entre outros.
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