Educação e Direitos Humanos

Mulher branca faz uma lista do que teve que aprender ao se casar com um negro e viraliza nas redes sociais

Pamela Chandler, é estadunidense e branca. Em um momento de desabafo, ela compartilhou em uma conta numa rede social um texto explicitando o que teve que aprender após o seu casamento. O texto é uma denúncia a todo o racismo de que o marido, Walter, é vítima cotidianamente. Ela fala de: “Mudanças precisam acontecer”

A postagem Pamela viralizou e já recebeu mais de 124 mil curtidas e 128 mil compartilhamentos.

Ela afirma que: “Como uma mulher branca casada com um homem negro e criando uma filha birracial, eu tive de desaprender muitas coisas. Eu também tive de APRENDER duas vezes mais. Eu tive de me conscientizar e começar a perceber coisas que nunca perceberia antes”.

“Meu marido, Walter, e eu estávamos discutindo recentemente sobre essas coisas, e aqui está uma lista de todas as coisas que encontramos:

Lista:

Eu tenho que dirigir sempre que estivermos saindo de Dayton Area. Não discutimos isso todas as vezes, mas sabemos que se estamos deixando nossa área segura e indo para as cidades menores de Ohio, sou eu quem dirige;

Eu preciso lidar com os balconistas, obter documentos assinados, qualquer burocracia que envolva agentes federais ou trabalhos administrativos porque as pessoas me ouvem e são muito mais agradáveis do que com ele;

As chances de encontrarmos um casal negro ou inter-racial em um cartão de Natal, por exemplo, são mínimas;

Meu marido se esforça para ser gentil e conversar com todos. Não porque ele é uma pessoa naturalmente carismática, mas porque ele aprendeu que um homem negro intimida as pessoas e, por isso, ele compensa sendo excessivamente amigável para que as pessoas não tenham medo dele;

Se Walter está empurrando o carrinho, sempre tenho que ter meu recibo em mãos ao sair da loja;

Nenhum dos nossos vizinhos pensou que éramos donos da nossa casa, vários vizinhos pararam meu pai e perguntaram se ele era o novo proprietário, porque é claro que o velho branco deve ter comprado a casa. Não apenas somos donos da nossa casa, como ela é totalmente paga, não temos hipotecas;

Levamos anos para encontrar uma igreja sem membros racistas; Quando compra uma boneca, nossa filha tem diante dela 25 opções de bonecas brancas e no máximo duas negras;

As pessoas que nos param diariamente para dizer o quão adorável é nossa filha são as mesmas que atravessariam a rua se Walter estivesse andando sozinho;

Quando Walter vai a um playground com nossa filha, ele fica constantemente ao seu lado, caso contrário as pessoas olham com desconfiança e se perguntam o que o “grande homem negro” está fazendo no banco do parque.

Pamela finaliza a postagem, que foi compartilhada no Facebook, afirmando que não escreveu o texto para que as pessoas ficassem com pena de Walter, mas sim para chamar a atenção para a luta contra o racismo. “Temos uma vida maravilhosa e agradecemos por isso. Mas… mudanças precisam acontecer”, afirmou.

“Esta é apenas uma pequena parte do racismo intencional e não intencional que acontece em todos os lugares, o tempo todo. Eu quero um mundo melhor para nossa filha, então estou feliz que as coisas estão mudando”, completou.

Pamela , Walter e a filha do casal Jasmine

Com informações do Lifestyle

As imagens são do Facebook

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