Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.
Em «César e Cleópatra» de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza.
(…) Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de coisas erradas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objecto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.
Jorge Luís Borges, in ‘Ensaio: O Livro’
Uma publicação sobre moda acabou colocando Candace Cima no centro de uma discussão bastante diferente…
Uma cirurgia estética feita no exterior acabou trazendo uma sequência de complicações e novos gastos…
Quando Savannah Combs descobriu que esperava duas meninas, já sabia que teria pela frente uma…
Julia Roberts construiu uma carreira marcada por alguns dos romances mais conhecidos do cinema, mas…
Faye Dunaway passou boa parte das últimas décadas longe da exposição constante que acompanhou sua…
O último Natal da princesa Diana foi bem diferente das celebrações grandiosas normalmente associadas à…