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Enfermeira que viu 100 pessoas morrerem afirma que todos dizem a mesma coisa ao partirem – saiba o que é

A enfermeira paliativista Julie McFadden, também conhecida nas redes sociais como Enfermeira Julie, conquistou milhões de seguidores ao falar abertamente sobre um tema que muitos evitam: a morte.

Com mais de 2,5 milhões de seguidores, Julie se dedica a desmistificar o fim da vida, trazendo clareza sobre um processo que, inevitavelmente, todos enfrentaremos. Seu objetivo é ajudar as pessoas a compreenderem que a morte faz parte do ciclo natural da vida e não deveria ser um tabu.

Com anos de experiência no acompanhamento de pacientes terminais, Julie teve a oportunidade de presenciar centenas de mortes. Esse contato tão íntimo com o processo de morrer permitiu que ela acumulasse uma série de observações interessantes, incluindo o que as pessoas mais se arrependem antes de partir.

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Ao contrário do que muitos imaginam, as últimas palavras dos pacientes nem sempre estão relacionadas a carreira ou conquistas. Em uma entrevista recente, no podcast “Disruptors”, ela revelou um ponto que toca a todos: o arrependimento mais comum está ligado à saúde. Muitos dizem: “Eu gostaria de ter apreciado mais minha saúde.”

Essa constatação impactou profundamente a própria Julie, que adotou o hábito de praticar a gratidão diariamente.

Ela compartilha que valoriza coisas simples, como respirar sem esforço e poder caminhar sob o sol, destacando a importância de perceber essas pequenas alegrias que a maioria de nós toma como garantidas. Em sua prática, ela reforça que as pessoas só percebem o quão importante é a saúde quando já a perderam.

Julie também ressalta que essas lições podem ser aplicadas por todos, não apenas por quem está no fim da vida.

Para ela, a gratidão pelo que temos agora pode transformar nossa perspectiva, da mesma forma que nos sentimos mais felizes e aliviados ao recuperar algo que perdemos temporariamente, como o paladar após uma gripe.

Antes de se dedicar aos cuidados paliativos, Julie trabalhou em uma Unidade de Terapia Intensiva, o que lhe deu uma vasta experiência com situações críticas de vida e morte.

Essa bagagem a tornou uma defensora fervorosa da importância de educar as pessoas sobre o processo de morrer, para que estejam mais preparadas quando tiverem que lidar com essa realidade, seja para si mesmas ou para um ente querido. Ela enfatiza que, embora o fim da vida seja inevitável, ele não precisa ser temido.

Apesar das lições profundas que compartilha, Julie não ignora as dificuldades que muitos enfrentam nos últimos dias de vida, especialmente nos Estados Unidos. Ela lamenta que, em muitos casos, o dinheiro possa determinar a qualidade dos cuidados de fim de vida.

Para muitas famílias de classe trabalhadora, a assistência fica limitada aos cuidados informais de parentes, que, apesar de bem-intencionados, muitas vezes não estão preparados para lidar com as demandas do paciente.

Julie ainda destaca que, infelizmente, apenas pessoas com alto poder aquisitivo conseguem acessar cuidados de qualidade, um reflexo das desigualdades do sistema de saúde norte-americano.

Ela acredita que, embora o dinheiro não compre felicidade, ele certamente alivia o estresse de uma situação já dolorosa, permitindo que a pessoa tenha uma partida mais tranquila e digna.

Por meio de suas redes sociais e do best-seller “Nothing to Fear”, Julie continua a espalhar sua mensagem: valorize sua saúde, seja grato pelas coisas simples e não espere para reconhecer o valor da vida.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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