Psicologia e Comportamento

“A vida é muito curta para ser pequena”, Cortella cita Benjamin Disraeli e fala sobre o essencial em nossas vidas

Recentemente, o professor Mario Sergio Cortella concedeu uma interessante entrevista ao Diário da Região. Discorre sobre diversas temáticas de modo autêntico, contudo, o que mais nos chamou a atenção foi a resposta dada à seguinte pergunta:

Diário- As pessoas estão se preocupando muito com o fundamental e deixando o essencial de lado?
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Cortella: “Eu gosto muito quando Benjamin Disraeli escreveu a frase “A vida é muito curta para ser pequena” e imagino que por trás houvesse uma intenção muito forte dele de nos advertir sobre a necessidade- sem abandonarmos a procura daquilo que é fundamental, isto é, aquilo que é fundamento, que apoia a nossa condição de vida – que a gente em nome dele não deixe de lado de fato o essencial que é aquilo que faz com que a vida tenha sentido e muita gente esquece.

O fundamental na vida como eu digo sempre é como uma escada. Ninguém tem uma escada para ficar em cima dela mas para ir a algum lugar, mas muitos se contentam grudar na escada e não deixar ninguém usar, a pessoa imagina que se sobe sozinha e que, se é a dona da escada, tem a vida garantida, o que não é verdade, afinal de contas. Meu avô todos os dias me fazia duas perguntas. Uma tem a ver com a vida que é muito curta e outra, com o que é fundamental e essencial.

“Quais são seus planos para o futuro?”, perguntava. Fiz isso com meus filhos e hoje faço com meus netos, isso é não deixar que se acalmem com relação a pensar o futuro, não é viver o futuro agora porque isso conduz a um sofrimento pela impossibilidade, mas pensar nele como sendo o lugar onde a gente vai estar. A segunda pergunta diária dele era: “na vida, o que você vai querer, ser alguém ou ser o mais rico do cemitério?”. Isso impacta e nos faz pensar o quanto que o fundamental tem seu lugar mas não pode nem ser exclusivo e aquele que ocupa toda a nossa existência. O fundamental ajuda a chegar ao essencial mas ele, em si, não é. Numa lembrancinha de Natal, o que vale é ter lembrado, por isso, a lembrança.

O que será transportado na lembrança que é o objeto material é absolutamente secundário e neste sentido o mundo do essencial é primário, é aquilo que está na fonte. O fundamental é secundário.”

Confira toda a entrevista do professor Cortella ao DIÁRIO DA Região CLICANDO AQUI.

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