Com informações de G1
Neste momento, em que setores da sociedade refratários à ciência parecem conquistar mais espaço a cada dia reproduzindo discursos, muitas vezes, ornados pela aparência de religiosidade, as palavras de um líder cristão como Francisco tem, sem sombra de dúvidas, um valor incalculável.
As posições de Francisco sobre a Teoria da Evolução e o Big Bang foram por ele expostas em discurso proferido na Pontifícia Academia de Ciências, no último dia 27. Ao afirmar a plausibilidade das mencionadas teorias, o Papa criticou aqueles que leem o livro de Gênesis ingenuamente, atribuindo às palavras ali dispostas um sentindo literal e acabando por concluir equivocadamente que Deus “tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas”.
Segundo Francisco, antes de negar a existência de Deus a teoria do Big Bang a demanda. A criação, segundo ele, “não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor”. “O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige”.
Nas palavras do Santo Padre, “Ao cientista, portanto, sobretudo ao cientista cristão, corresponde a atitude de interrogar-se sobre o futuro da humanidade e da Terra; de construir um mundo humano para todas as pessoas e não para um grupo ou uma classe de privilegiados”, concluiu o pontífice.
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