Entre as despedidas do catálogo da Netflix, um drama romântico que marcou muita gente volta a chamar atenção nesta reta final: “Como Eu Era Antes de Você”, adaptação do livro de Jojo Moyes que vendeu milhões de cópias no mundo.
Lançado em 2016, o filme dirigido por Thea Sharrock aposta menos em grandes reviravoltas e mais na convivência entre duas pessoas que entram na vida uma da outra no pior momento possível.
A história acompanha Louisa Clark, uma jovem de uma cidade pequena da Inglaterra que vê a rotina virar de cabeça para baixo depois de perder o emprego no café onde trabalhava.
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Sem muitas opções e precisando ajudar nas contas de casa, ela aceita uma vaga como cuidadora de Will Traynor, homem rico que, após um acidente, passou a viver tetraplégico sob a atenção constante da família e de profissionais de saúde.
Desde o primeiro encontro, o filme deixa claro que os dois pertencem a mundos muito diferentes. Lou chega com roupas chamativas, fala acelerada e um jeito espontâneo que quebra a frieza da mansão dos Traynor.
Will, por outro lado, reage com sarcasmo, irritação e um distanciamento que transforma qualquer conversa em teste de paciência. É dessa tensão inicial que o longa tira boa parte da força das primeiras cenas.
Emilia Clarke sustenta bem esse contraste ao construir uma protagonista que mistura nervosismo, insistência e sensibilidade sem cair na caricatura. Lou não entra naquela casa com discurso pronto nem com soluções mágicas.
Ela está ali porque precisa do salário, mas aos poucos entende que o trabalho envolve lidar com uma dor instalada há muito tempo, dessas que mudam até o clima de um ambiente.
Já Sam Claflin entrega um Will mais contido, quase sempre endurecido pelas lembranças da vida que levava antes do acidente. O passado dele, marcado por viagens, esportes radicais e independência, pesa o tempo todo sobre o presente.
Quando Lou descobre que existe um prazo de seis meses por trás daquela convivência, o romance ganha outra camada e passa a ser atravessado por uma contagem regressiva que mexe com tudo ao redor, inclusive com o relacionamento desgastado dela com Patrick.
É justamente nesse ponto que “Como Eu Era Antes de Você” encontra seu apelo mais forte. Lou começa a criar passeios, programas e viagens numa tentativa insistente de devolver algum prazer à rotina de Will.
Há momentos leves, situações constrangedoras e cenas pensadas para arrancar sorriso antes de apertar o peito de novo.
O filme por vezes suaviza demais um tema duro, mas ainda consegue manter o peso emocional da escolha que está no centro da trama.
Também ajuda o fato de a transformação de Lou não ser tratada como algo simples. Ao se aproximar de Will, ela passa a enxergar possibilidades que nunca tinham feito parte da sua vida, mas esse movimento vem acompanhado de conflitos, frustrações e limites bem claros.
O roteiro acerta quando mostra que essa aproximação muda os dois, mas não apaga o que existe de mais difícil na história.
Com elenco que ainda traz Janet McTeer e Charles Dance, o longa segue sendo um dos romances mais comentados dos últimos anos justamente porque mexe com o público sem depender de grandes excessos.
Para quem ainda não viu — ou quer rever antes da saída da Netflix —, é daqueles filmes que continuam arrancando lágrimas mesmo de quem já sabe exatamente o que vai acontecer.
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