Amei-te sem saberes
No avesso das palavras
na contrária face
da minha solidão
eu te amei
e acariciei
o teu imperceptível crescer
como carne da lua
nos nocturnos lábios entreabertos
E amei-te sem saberes
amei-te sem o saber
amando de te procurar
amando de te inventar
No contorno do fogo
desenhei o teu rosto
e para te reconhecer
mudei de corpo
troquei de noites
juntei crepúsculo e alvorada
Para me acostumar
à tua intermitente ausência
ensinei às timbilas
a espera do silêncio
– Mia Couto, em “Raiz de Orvalho e outros poemas”. Lisboa: Editorial Caminho, 1999.
A Polícia Civil de Santa Catarina apresentou nesta terça-feira (27) novas informações sobre a morte…
Em “Amor nas Entrelinhas”, a primeira coisa que acontece não é um beijo nem uma…
Tem filme que você coloca pra ver achando que já sabe o “básico” da história…
Depois de semanas com cara de “verão sem freio” — calor forte e pouca água…
Tem dia que a gente só quer uma história que comece, pegue no tranco rápido…
Sabe aquele filme que você passa batido no catálogo e depois fica pensando “como eu…