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Gabriel Garcia Márquez lista os 24 livros que moldaram o seu gênio

Gabriel García Márquez, autor de Cem Anos de Solidão, em sua autobiografia “Viver para contar”, ele revela 24 livros que o impactaram e o transformaram em um escritor.

Eis a lista:

1 – A Metamorfose, Franz Kafka. «Ao terminar a leitura, restou a vontade irresistível de viver naquele paraíso alheio. O novo dia me surpreendeu na máquina de escrever que tinham me emprestado para tentar algo que se parecesse com pobre burocrata de Kafka, transformado num escaravelho enorme. Nos dias seguintes, não fui à universidade por medo de que a magia dispersasse a inveja que se refletia nas gotas de suor que cobriam o meu rosto».
2 – A Montanha Mágica, Thomas Mann
3 – O Homem da Máscara de Ferro, Alexandre Dumas
4 – O Som e a Fúria, William Faulkner

5 – Enquanto agonizo, William Faulkner
6 – Palmeiras Selvagens, William Faulkner. «Muito daquilo que para mim era incompreensível em Faulkner, agora se abria com toda a beleza e a sinceridade da simplicidade».
7 – O Aleph e outras obras de Jorge Luis Borges
8 – O Velho e o Mar, Ernest Hemingway
9 – Contraponto, Aldous Huxley
10 – Édipo Rei, Sófocles. «Desde a primeira leitura, me pareceu uma obra perfeita».
11 – A Casa dos Sete Telhados, Nathaniel Hawthorne. «Este livro deixou uma marca em mim para sempre».
12 – A Cabana do Pai Tomás, Harriet Beecher Stowe
13 – Moby Dick, Herman Melville
14 – Filhos e Amantes, David Herbert Lawrence
15 – As Mil e uma Noites. «Até que me atrevi a pensar que os prodígios que Sherazade contava realmente aconteciam na vida cotidiana da sua época, e deixaram de acontecer por conta da incredulidade e da covardia realista das gerações seguintes. Também por isso, me parecia impossível que alguém do nosso tempo voltasse a acreditar que se podia voar sobre cidades e montanhas a bordo de uma esfera, ou que um escravo de Cartagena das Índias vivesse castigado durante 200 anos dentro de uma garrafa, a menos que o autor da história fosse capaz de fazer com que seus leitores acreditassem.»

16 – Ratos e Homens, John Steinbeck
17 – As Vinhas da Ira, John Steinbeck
18 – A Estrada do Tabaco, Erskine Caldwell
19 – Contos, Katherine Mansfield
20 – Manhattan Transfer, John Dos Passos
21 – Mrs. Dalloway, Virginia Woolf. Márquez escrevia que sabia Virginia Woolf de cor. E depois de uma segunda leitura, ganhava o aspecto de uma ’pessoa que descobriu o mundo’.
22 – Orlando, Virginia Woolf
23 – O Retrato de Jennie, Robert Nathan
24 – Ulisses, James Joyce . «Ulisses não apenas me ajudou a descobrir um mundo próprio dentro de mim do qual nunca havia suspeitado, mas também foi uma técnica impagável para a liberdade da linguagem, o manejo do tempo e as estruturas dos meus livros».

Graças a eles, meus livros favoritos, entendi que o autêntico benefício para a alma só é proporcionado por aqueles livros que você não é obrigado a ler.
Gabriel García Márquez

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