Tem final que a gente comenta na hora. E tem final que faz o oposto: você percebe que os créditos subiram, mas a mão continua no controle remoto, o barulho da casa fica “alto” demais e dá uma vontade estranha de… não dizer nada.
A lista abaixo é pra esse segundo tipo — filmes que fecham a porta com tanta força (ou com tanta delicadeza) que o melhor jeito de reagir é ficar quieto.
Paul Schrader coloca Oscar Isaac no papel de um sujeito metódico, quase blindado por rotina — até o passado dele começar a cobrar juros. O filme vai acumulando tensão sem pressa, e quando chega no fim, entrega uma escolha que não “alivia” ninguém: nem o personagem, nem quem está assistindo.
É o tipo de drama que mexe por ser íntimo: maternidade, culpa, desejo de sumir por um tempo — e a vergonha de sentir isso. Olivia Colman conduz tudo com um olhar que diz mais que qualquer fala, e o encerramento deixa perguntas no ar com uma frieza muito humana. (Está na Netflix.)
Já começa como um soco e, depois, vira um retrato de luto que desorganiza família, casal, amigos, tudo. Vanessa Kirby segura cenas que parecem grandes demais para caber numa tela. O fim não vem para “fechar com laço”: ele vem para mostrar o que ficou de pé — e o que nunca mais volta ao lugar. (Também é da Netflix.)
Leia também: Pouco comentada e injustiçada: a série de Stephen King que você provavelmente nunca viu
Denis Villeneuve faz ficção científica com cara de sentimento difícil de explicar. A história te puxa pela curiosidade, mas termina no ponto em que a escolha pesa mais do que a explicação. Quando a última peça encaixa, a reação comum é encarar a tela e tentar reorganizar a cabeça.
Parece “só” um road movie, mas o peso está nas coisas que o personagem passou a vida escondendo — inclusive de si mesmo. O desfecho é daquele tipo que dá um nó na garganta sem precisar gritar: ele mostra reparos possíveis e feridas que seguem lá, só que agora vistas de frente. (Saiu pela Amazon Studios/Prime Video.)
Aronofsky monta um filme que acelera junto com os personagens, como se a câmera também estivesse perdendo o controle. E o final… bem, ele não “surpreende” por plot twist: ele assusta porque é coerente com tudo o que você viu antes. Termina e fica um silêncio meio defensivo, de quem precisa respirar.
A tragédia aqui cresce em cima de inocência e desinformação — e isso torna o último trecho especialmente difícil de engolir. O filme fecha com um golpe seco, sem espaço para negociação emocional. (Só um aviso: vale lembrar que há críticas de especialistas sobre como a história retrata o Holocausto.)
Quase todo o filme acontece num espaço pequeno, com personagens falando o que normalmente ninguém fala. Brendan Fraser entrega um protagonista que tenta, tarde demais, construir uma ponte com a filha — e o fim aposta numa imagem que divide interpretações, mas raramente deixa alguém “ok” depois.
Você vai acompanhando aquela prisão e seus rituais até entender que o filme está te levando exatamente para onde você não quer ir. O final é triste não por “choque”, e sim pela sensação de injustiça que fica assentada — e pela última reflexão do personagem do Tom Hanks, já idoso, que muda o gosto de tudo.
Spielberg termina com um momento que conecta a ficção ao real de um jeito direto, sem efeito fácil: sobreviventes e atores juntos, no mesmo gesto, no mesmo lugar. É um fechamento que não pede comentário esperto — pede respeito.
Leia também: Polilaminina: A molécula brasileira que desafia a paralisia e o esquecimento estatal
Compartilhe o post com seus amigos! 😉
A discussão sobre a regulamentação das redes sociais e a punição de plataformas por conteúdos…
A ciência brasileira vive hoje, 20 de fevereiro de 2026, um misto de euforia e…
Entenda as particularidades de cada opção e descubra qual faz mais sentido conforme suas necessidades…
O secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, em Goiás, Thales Machado, e também genro…
Tem série na Netflix que passa batida no catálogo… até você clicar “só pra ver”…
Tem minissérie que entrega clima, elenco forte e um conflito que dá vontade de pausar…