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Você não vai acreditar a quem o empresário que pôs fim à vida de gari pediu socorro ao ser preso: ‘Amigo, me ajuda’; veja as mensagens

As mensagens trocadas no dia 11 de agosto, poucas horas após o crime que matou o gari Laudemir de Souza Fernandes, explicam por que a abordagem da prisão do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior virou alvo de questionamentos.

Enquanto era cercado por policiais dentro de uma academia em Belo Horizonte, Renê acionou um coronel da reserva da PMMG pedindo ajuda — e o militar, segundo a investigação, interveio no modo como a prisão foi conduzida.

O que disseram as mensagens

Nos registros recuperados pela Polícia Civil, Renê escreve ao coronel: “Amigo, me ajuda” e relata estar cercado por PMs que o acusavam do homicídio ocorrido naquela manhã.

O coronel faz contato com o tenente responsável e há uma ligação de cerca de dois minutos pelo WhatsApp. Em seguida, o militar aconselha calma e explica que a situação seria apurada.

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Tratamento na prisão vira alvo

Após a conversa, a própria investigação aponta que o coronel teria influenciado na forma da abordagem: Renê não foi algemado nem colocado no camburão, condutas geralmente adotadas em crimes violentos.

A deputada estadual Andreia de Jesus (PT-MG) pediu que a Corregedoria da PMMG apure o tratamento dado ao suspeito. A corporação afirmou ter tomado “todas as providências cabíveis”, do flagrante ao encaminhamento à Polícia Civil.

Linha do tempo do 11 de agosto

  • Manhã — Vista Alegre (BH): Laudemir, 44, trabalhava quando foi baleado e morreu no local.
  • Tarde — Academia de luxo: Renê é abordado, aciona o coronel e ocorre a ligação de áudio.

Situação do inquérito

O conteúdo das conversas foi anexado ao procedimento que indiciou Renê por homicídio duplamente qualificado, além de ameaça e porte ilegal de arma, e o caso seguiu ao Ministério Público.

Em diferentes reportagens, veículos detalham esses enquadramentos com base no inquérito da Polícia Civil.

Quem é quem no caso

  • Vítima: Laudemir de Souza Fernandes, gari, 44 anos; morreu enquanto trabalhava no bairro Vista Alegre.
  • Suspeito: Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário; foi detido poucas horas depois do crime, quando estava treinando na academia.

Outros trechos relevantes das conversas

O coronel chega a perguntar se a esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, estava com ele; o empresário confirma e o militar sugere que ela o acompanhe até a delegacia. Renê se diz “surpreso” com a prisão e agradece o apoio.

Observação: este texto reconstitui os pontos centrais com base no relatório policial e nas matérias que divulgaram o teor das mensagens e das decisões do inquérito.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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