Por João Marcos Buch
Sempre nesta época eu lembro do tempo em que fiquei encarcerada e fico feliz por estar com meus familiares. Quero agradecer cada oportunidade que me foi dada e a confiança que fez com que eu nunca perdesse a fé. Agradeço de coração. Que Deus o abençoe muito.”
Mesmo ciente de que os caminhos não se dividem necessariamente em apenas duas direções, muitas vezes misturando-se e se tornando confusos, com novas vias, inspirado na mensagem acima, recebida inbox e modificada levemente para evitar a exposição, sinto-me obrigado por dever cívico a escolher um partido para 2019. Pois, como diz Gramsci, viver é tomar partido. Então, vivo que estou, assim farei.
Em 2019 escolho e tomo partido daqueles que aprendem a superar a intolerância, que conseguem sobreviver ao ódio e que se alimentam da solidariedade.
Em 2019 escolho e tomo partido dos que governam com a razão e que entendem que o padrão de violência estatal que sofremos deve ser substituído pela efetivação de políticas públicas para garantia de direitos fundamentais.
Em 2019 escolho e tomo partido do estado laico, que respeita todas as crenças e exerce a política sem fundamentalismos, política norteada na cidadania, no princípio Republicano, na Constituição.
Em 2019 escolho e tomo partido de quem resistirá às intempéries e protegerá a democracia.
Em 2019 escolho e tomo partido dos direitos humanos, cujos valores se fazem presentes em cada lar, cada rua, cada praça, cada prédio e cada gabinete público, direitos humanos que impregnam o ar que respiramos, a água que bebemos, a terra que pisamos.
Esse partido, hoje eu sei, busca um país difícil de alcançar, quase utópico. Mas quem sabe! E se um dia, para além de Valhalla, quiçá em Passárgada, essa utopia virar realidade?
Até lá escolherei, tomarei e construirei esse partido, esse país, esse mundo, dentro de mim.
Feliz 2019.
Joao Marcos Buch – Juiz de Direito da Vara de Execuções Penais e Corregedor do Sistema Prisional da Comarca de Joinville/SC
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