Por Luciano Cazz
O preconceito cria posturas extremamente desnecessárias e superficiais perto de todo mal que provoca. E mais do que ter consciência, é preciso evoluir a alma para aceitar diferenças e conviver em paz. Para isso, é preciso entender:

1- A diferença entre gostar e respeitar.
Ninguém é obrigado a gostar do que de diferente existe no outro. Aliás, é natural ao ser humano se agrupar entre os iguais, sejam de descendência, ideias, ou comportamentos e rejeitar aqueles distintos de si. O estranhamento existe, não por maldade, mas pelo medo do desconhecido e pelo instinto de preservação da vida. E esse sentimento genuíno das pessoas tende a rivalidade e, consequentemente, ao desentendimento social. Então, é preciso compreender que todo mundo tem o direito e a natureza, inclusive aqueles que compõem as minorias, de não gostar de outras pessoas ou povos, dos seus pensamentos e comportamentos. Entretanto, isso não significa que divergir seja motivo para desrespeito. E o primeiro passo da evolução da alma em relação ao preconceito é aceitar efetivamente a cortesia em relação às pessoas diferentes ou discordantes, sejam quais forem os motivos. Consciência, essa, crucial nos inter-relacionamentos e para a paz. Gostamos de uns, rejeitamos a outros. Porém, respeito, devemos a todos.

2- Que caráter é independente de escolhas e descendência.
O valor de uma pessoa não está naquilo que ela difere da gente, mas no quanto suas escolhas podem fazer mal aos outros e ao mundo. Qualquer povo tem pessoas de bom caráter e aquelas que não prestam. Egoísmo também não inclui preferência de gênero. Para ser malvado basta ter ódio e rancor no coração, independente de qualquer crença. Da mesma forma, ser rico não significa ser do bem. Corremos um grande risco enxergando as pessoas com os olhos, porque aquilo que de mais importante elas carregam e que pode realmente pode nos fazer bem, pode ser visto apenas com o coração.

É simples: quem você gostaria que fosse seu melhor amigo? Alguém da sua raça, porém, que saiu com sua mulher ou alguém de outra descendência, incapaz de lhe fazer mal? Qual seria a melhor opção para ser tesoureiro da sua empresa: um homem corrupto casado com uma mulher ou uma pessoa honesta que tem uma relação com outra de mesmo gênero?

Julgar os outros de forma equivocada pode nos trazer prejuízos gigantescos, uma vez que, os benefícios que alguém pode nos trazer vêm, sim, da cor dos seus pensamentos e das escolhas da sua alma.

3- Que a vítima do preconceito é o preconceituoso.
E, se somos capazes de respeitar as diferenças e conseguimos entender que o caráter é o mais importante no ser humano, ficamos a um passo de viver em paz e abertos a compreender que a vítima de uma situação de preconceito não é quem que sofre a rejeição, pois, julgar uma pessoa inferior por suas escolhas não a diminui, de fato, mas faz do julgador uma pessoa limitada por não saber conviver e aceitar o outro do jeito que ele nasceu. E isso é ignorância. Então, é o preconceituoso que precisa de ajuda, ele que está aquém do que significa ser um ser humano do bem e é exatamente isso que traz muitos problemas para o mundo e uma energia negativa para sua própria vida.


Deus criou todas as raças. Pertencer a qualquer uma delas, por si só, não agrega mal nenhum à humanidade, porque são as pessoas de ALMA ruim as responsáveis pelas desavenças e guerras no nosso planeta.

Olhar os outros com o coração diz muito sobre a nossa própria alma. Quando julgamos as pessoas pela diferença, significa que ainda temos muito a evoluir, já que a constituição física de todos os seres humanos vira, igualmente, pó. É somente a pureza da alma que faz a diferença nesse mundo e abre as portas para a eternidade do céu.

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Luciano Cazz
Luciano Cazz é autor do livro "A tempestade depois do arco-íris". Conheça o livro: https://www.amazon.com.br/dp/B076WCS3S9


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