2018 é tempo de eleição para Congresso, Assembléia Legislativa, Governador e Presidência da República. Não raro, todos os candidatos dirão que a saúde será prioridade para eles, caso eleitos, mas até mesmo esse discurso, para a senhora Josilene dos Santos, que aguardava por uma cirurgia cardíaca há sete anos, chegará tarde demais.

Ela morreu na quinta-feira (2), em Juazeiro (BA).

Há sete anos, quando foi diagnosticada com miocardiopatia, Josilene procurou a Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau) para tentar agendar uma cirurgia prescrita pelo médico, no entanto, foi informada de que o procedimento só poderia ser realizado em Salvador.

Ela se sentiu mal na última quarta-feira e foi socorrida por familiares. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, em razão da demora, um vizinho a levou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde foi atendida.

Josilene foi medicada, mas sofreu quatro paradas cardíacas e morreu na manhã de quinta-feira. A dona de casa, que foi sepultada no mesmo dia, deixou sete filhos.

Que Josilene nos sirva de exemplo. Que estejamos atentos não só aos discursos e promessas, mas ao real comprometimento dos que se candidatam a nos representar para com as verdadeiras soluções para o caos da saúde pública no Brasil.

Quando elegemos corruptos e gente compromissada apenas com pequenos grupos, com oligarquias, com a própria família ou com o próprimo bolso, somos nós, eleitor, que assinamos o atestado de óbito de diversas Josilenes e, junto dele, assinamos a nossa confissão de culpa.

Nossos sentimentos aos sete filhos de Josilene, bem como aos seus amigos e familiares. Estejam em paz…


Para assistirem a reportagem do G1, fonte da presente notícia, clique aqui.

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