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Marido que teve dezenas de traições expostas em ‘chá revelação’ no RS se manifesta pela 1ª vez e caso tem reviravolta

A novela que começou com um “chá revelação” nada convencional – e virou hit nas redes no último fim de semana – ganhou capítulo jurídico nesta quarta‑feira (16).

O advogado de Rafael Eduardo Schemmer afirmou que o casal avalia um acordo amigável para encerrar o processo aberto depois da exposição pública das infidelidades do marido em Cruz Alta (RS).

Segundo o defensor José Luiz Dorsdt, antes de falar em indenização ou divórcio litigioso, a preocupação é estancar o compartilhamento do vídeo e “o efeito bola de neve de memes e piadas”.

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Para ele, redes sociais transformaram um drama familiar em tribunal de likes, onde a punição ultrapassa qualquer sentença oficial.

A defesa entende que Natália Knak, grávida de 11 semanas de Rafael, também se beneficia de um acerto rápido—evitando novas exposições e garantindo pensão definida já na gravidez.

O advogado acredita que um termo de conciliação homologado em juízo pode selar divisão de bens, guarda e visitas em menos tempo que uma ação contenciosa.

Na primeira declaração desde o estouro do caso, Schemmer disse que aceita “as consequências” e criticou o linchamento virtual. Ele lembrou que, além de Natália, há outra gestante envolvida e pediu empatia: “Existem dois bebês chegando; eles precisam de paz e equilíbrio.”

O escândalo começou quando Natália convocou familiares para descobrir o sexo do bebê — só que, em vez de balões cor‑de‑rosa ou azul, exibiu prints que comprovariam várias traições do companheiro.

Na gravação, ela pergunta em voz alta qual filho seria “legítimo” e qual seria fruto do caso extra‑conjugal. Mesmo calado, Rafael é confrontado com conversas impressas, inclusive com uma vereadora da cidade vizinha.

Caso a conciliação avance, o processo criminal por violência psicológica—movido pela defesa de Natália com base na Lei Maria da Penha—pode ser revisto, mas não depende só do casal: o Ministério Público precisa avaliar se arquiva ou mantém a ação.

Já no âmbito cível, ambas as partes podem negociar danos morais e partilha sem audiência, desde que o juiz concorde.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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