Qual era a dúvida: a Justiça bloquearia, agora, até R$ 3 milhões em bens do empresário acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes para garantir uma futura indenização? A resposta, por ora, é não.
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, negou o pedido de bloqueio feito com apoio do Ministério Público de Minas Gerais. Motivo central: o inquérito ainda está em fase inicial e a medida foi considerada prematura.
O bloqueio alcançaria bens de Renê da Silva Nogueira Júnior e também da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira.
A magistrada entendeu que, no estágio pré-processual, não há contraditório estabelecido nem indícios mínimos de dilapidação patrimonial que justifiquem a restrição.
O fundamento é que a pretensão tem natureza cível e não cabe impor essa trava no juízo criminal enquanto a investigação corre.
Leia também: Malafaia choca internautas e muitos duvidam da autenticidade dos áudios: “Inacreditável”
Além do bloqueio, foram indeferidos pedidos para incluir o Município de Belo Horizonte e o sindicato dos garis no inquérito, bem como a habilitação da família como assistente de acusação neste momento. A avaliação judicial é que tais movimentos não se encaixam na fase investigativa.
A defesa de Laudemir alegou que o objetivo era evitar desvios de patrimônio e resguardar uma indenização futura. Em manifestação, o Ministério Público citou publicações que mostrariam um padrão de vida elevado do casal e defendeu a responsabilidade solidária da delegada por ser a proprietária da arma utilizada no crime — tese ainda em apuração.
O crime ocorreu em 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Após negar, Renê confessou à polícia ter atirado no trabalhador; a arma citada é uma pistola .380.
Ele pode responder por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça, a depender do desfecho das investigações e da denúncia.
O caso também provocou reação política. Foi apresentado o PROGARI, projeto que propõe câmeras nos caminhões de coleta, botão de emergência e apoio psicológico e jurídico a trabalhadores vítimas de agressão — medidas pensadas para prevenir novas tragédias.
Em resumo: não houve bloqueio de bens neste momento; a investigação continua e novas decisões podem surgir quando (e se) o caso avançar para a fase processual, com elementos mais robustos nos autos.
Leia também: Na Netflix hoje: o filme que bateu todos os recordes e já soma 230 milhões de visualizações
Compartilhe o post com seus amigos! 😉
Às vezes, o que faz uma série crescer na Netflix não é uma grande estrela…
Essa imagem intrigante circula muito na internet como um "teste de personalidade" ou dilema moral.…
Poucas frases conseguem acender uma discussão tão rápido quanto aquelas que misturam maternidade, dinheiro e…
Há filmes que chegam cercados de barulho. Um Limite Entre Nós prefere outro caminho: começa…
Tem série policial que aposta em correria, susto e virada a cada cinco minutos. A…
Há filmes que prendem pela reviravolta. Árvores da Paz segue outro caminho: ele aperta o…