Desde a última sexta-feira, 17, que circula nas redes sociais um vídeo no qual a juíza de Direito Elizabeth Machado Louro, da 2ª vara Criminal do TJ/RJ, que conduz as audiências do caso Henry Borel, comenta o tema. Ela diz que vê o menino Henry em seu neto de três anos:
“Quando o meu neto começa a pular na cama eu vejo a cara do Henry e aí eu começo a chorar.”
Em seguida, a magistrada afirma que não chorar nas audiências é um desafio e que Henry era uma criança “bonitinha, linda e doce”.
Ao final, pede que “não coloquem isso aí” para que a suspeição dela não seja levantada:
“Acho melhor você não botar isso aí não, senão vão levantar minha suspeição.”
Bem sabemos que nos dias atuais a atitude de uma magistrada que se apiede da vítima pode ser algo que de fato levante “suspeitas”, afinal, a empatia anda fora moda e, especialmente nos Tribunais, tem andado em desuso.
Mas a única suspeita que deve pairar sobre a magistrada a respeito do vídeo é de que sua formação humanística resta intacta, mesmo após tantos anos de trabalho e tendo visto tantos infortúnios quanto lhe obrigou a sua profissão.
Falas como esta dignificam a magistratura e enaltecem a imagem dos profissionais do Direito. Se cada um de nós consegue, ao ver o rosto de uma vítima, ver um dos nossos, a empatia jamais se extinguirá.
Uma mensagem de aniversário, uma declaração de amor ou até um pedido de desculpas podem…
Uma ilustração antiga, com um soldado atravessando uma paisagem de árvores e pedras, esconde um…
Uma ilustração em preto e branco está chamando a atenção por reunir duas figuras em…
Antes de se tornar uma das vozes mais conhecidas da música pop, Agnetha Fältskog já…
Como advogada que atua na defesa de pacientes contra negativas de planos de saúde, acompanho…
Depois de trabalhar durante 45 anos como engenheiro civil, Alberto Ramírez, de 72 anos, decidiu…