Educação e Direitos Humanos

30 de janeiro: há 69 anos o mundo dizia adeus a Mahatma Gandhi

“Futuras gerações dificilmente acreditarão que tenha passado sobre a terra, em carne e osso, um homem como Gandhi.”
Albert Einstein

É com essa afirmativa de Einstein que Humberto Rohden inicia o livro “Mahtma Gandhi”, publicado pela Editora Alvorada. No livro, Rohden discorre sobre a vida desse homem que, frágil fisicamente, conseguiu, com sua força moral baseada numa busca incessante pela Verdade, libertar 500 milhões de hindus escravizados pelas armas inglesas.

Para alcançar esse feito, Gandhi valeu-se de uma “arma secreta e não violenta”: todos deveriam praticar a ahimsa:

1 – não praticar violência material a ninguém, matando-o ou ferindo-o;
2 – abster-se da violência verbal, não falando mal dos seus opressoeres britânicos;
3 – jamais permitir a violência mental, abstendo-se de pensar mal dos seus inimigos e, ainda,
4 – não abrigar qualquer sorte de violência amocional, ou seja, jamais odiar secretamente os seus inimigos.

Sua luta vencedora, posto que conseguiu a libertação da Índia, rendeu a Gandhi anos de prisão e, ao contrário do que se possa imaginar, seu discurso de Paz trouxe ao Mahtma diversos inimigos até mesmo entre os seus.

Abaixo, Rohden narra a passagem desse homicídio que deixou milhares e milhares de pessoas com os olhos marejados e o coração já saudoso da sabedoria de Gandhi:

“Na tarde de 30 de janeiro de 1948, pouco depois das 5 horas, dirigia-se Gandhi novamente ao lugar da oração, apoiado por dois de seus devotos, porque a extrema debilidade não lhe permitia andar sozinho.

O chefe de polícia, receando novo atentado, seguia ao lado de Gandhi, levando na mão uma pasta fechada. Gandhi perguntou-lhe o que levava nessa pasta, e, não tendo resposta, observou com tristenza: “Já sei… uma arma de fogo para me defender… Enquanto uns ainda devem matar para defender os outros, eu não cumpri ainda a minha missão. Morram milhares como eu, mas triunfe a verdade Verdade!”

Foram essas as últimas palavras de Gandhi antes do atentado.
Nathuram Godse, com a mão direita no bolso, segurava um revólver. Gandhi saudou-o, à maneira hindu, juntando as palmas das mãos à altura do peito e inclinando a cabeça em gesto de fraternidade, dizendo “namasté”. Godse correspondeu rapidamente à saudação simbólica, porque, como mais tarde confessou perante o tribunal, sentia a maior admiração por Gandhi, mas o seu patriotismo o obrigava a matar o inimigo número um da Índia. Depois da saudação, sacou o revólver e desfechou diversos tiros contra Gandhi.

Este tombou imediatamente, murmurando “Rama! Rama!.. Um amigo inclinou-se sobre o agonizante e o pedido formulado com voz débil que não castigassem o autor da morte.

E expirou.”

Revista Pazes

Uma revista a todos aqueles que acreditam que a verdadeira paz é plural. Àqueles que desejam Pazes!

Recent Posts

Ela partiu primeiro, mas o que ele fez dois dias depois mudou para sempre a história da cidade

Há fotografias antigas que exigem alguns segundos até serem compreendidas. Em uma delas, registrada no…

21 minutos ago

Em silêncio, Johnny Depp fez gesto de ouro para salvar ator de Grey’s Anatomy de crise antes de tragédia: entenda

O avanço de uma doença grave costuma trazer despesas que vão muito além dos medicamentos.…

2 horas ago

Seu olhar foi direto para qual vestido? Veja o que essa escolha pode indicar

Escolher uma roupa envolve muito mais do que seguir tendências. Cor, corte, tecido e comprimento…

22 horas ago

Poucos acertam de primeira: encontre os olhos do homem e veja o que sua resposta revela

Algumas escolhas acontecem antes mesmo de conseguirmos explicar o motivo. O olhar percorre a imagem,…

22 horas ago

O número de cavalos que você vê revela sua principal característica

Algumas imagens parecem simples até que o olhar demora alguns segundos a mais sobre elas.…

22 horas ago

Você se considera preguiçosa? Sua posição de dormir vai lhe dar uma resposta surpreendente

A forma como alguém dorme pode mudar várias vezes durante a noite, de acordo com…

23 horas ago