Adú não é um filme fácil: de cara, sua trama – que se passa no extremo norte da África – intercala entre 3 personagens improváveis: uma criança em uma jornada sofrida, um pai reencontra a filha e um policial é atormentado pela culpa.
Lançado em 2020, a produção espanhola é dirigida por Salvador Calvo e foi indicado a dezenas de premiações em seu país natal, incluindo o Prêmio Goya de Melhor Diretor.
Confira abaixo nossa resenha desse filme impactante e inesquecível que, vale lembrar, está disponível no catálogo da Netflix!
Leia também: Em vídeo viral, jovem mostra rotina morando em banheiro de pet shop após divórcio; veja
“Adú” é um drama espanhol lançado em 2020, dirigido por Salvador Calvo, que retrata histórias complexas e emocionantes que se entrelaçam em torno da problemática questão da imigração ilegal e seus efeitos devastadores na África e na Espanha.
O filme é dividido em três tramas interligadas, cada uma delas mostrando diferentes perspectivas do drama humano vivido por imigrantes africanos em busca de uma vida melhor.
A primeira história segue Adú, um menino de seis anos de Camarões, que tenta chegar à Espanha clandestinamente em busca de um futuro mais promissor. A segunda trama acompanha Massar, um jovem senegalês que se envolve em uma jornada perigosa e desafiadora através do deserto e do mar, enquanto tenta chegar à Europa.
Por fim, a terceira história centra-se em Gonzalo, um guarda-florestal espanhol que lida com os desafios morais de seu trabalho enquanto protege animais selvagens em meio à crise migratória.
“Adú” é uma experiência cinematográfica intensa que mergulha fundo nas realidades cruas enfrentadas pelos imigrantes e pelos profissionais encarregados de lidar com essa crise humanitária.
O filme expõe as duras condições de vida enfrentadas pelos migrantes, bem como a exploração e abuso que muitas vezes enfrentam em sua jornada perigosa.
As performances dos atores são notáveis, com especial destaque para o jovem ator Moustapha Oumarou, que interpreta Adú com uma profundidade emocional surpreendente para sua tenra idade.
Luis Tosar, que interpreta Gonzalo, também entrega uma performance poderosa e cativante, retratando o dilema moral de um homem confrontado com as consequências de suas ações.
Além do enredo envolvente e das atuações impressionantes, a cinematografia é deslumbrante e eficaz em transportar o público para os cenários variados, desde as paisagens áridas do deserto até as ondas furiosas do mar. A trilha sonora sutil mas poderosa acrescenta uma camada adicional de emoção à narrativa.
“Adú” é um filme que não tem medo de abordar temas sensíveis e urgentes da sociedade contemporânea, como a crise humanitária dos refugiados e a responsabilidade individual e coletiva diante dessa realidade.
Afinal, é um retrato comovente da jornada humana em busca de uma vida melhor, destacando a luta pela sobrevivência, a compaixão e a esperança em meio ao caos e adversidades!
Leia também: Obra-Prima na Netflix: Anthony Hopkins encarna mordomo fiel em obra indicada a 8 Oscars
Compartilhe o post com seus amigos! 😉
Fonte: RB
Durante 14 meses, uma família de Joinville, no Norte de Santa Catarina, acreditou estar cuidando…
Há fotografias que ganham outro significado quando vistas muitos anos depois. Um sorriso que parecia…
Há decisões médicas tomadas depois que uma doença aparece. Outras surgem diante da possibilidade de…
Ir à academia, escolher a iluminação, ajustar a pose e publicar uma selfie já faz…
Décadas antes de reprises em alta definição, pausas digitais e fãs analisando cada cena quadro…
Para um polvo, uma superfície desconhecida pode virar ponto de apoio em questão de segundos.…