Publicado originalmente em Fãs da Psicanálise

Ela defende que os adultos inventam que precisam ter filhos, e depois ficam exaustos com todo o trabalho que eles dão.

Em entrevista à BBC, Corinne afirma que nós vivemos em uma sociedade obcecada pelas crianças. “Um filho é considerado uma garantia de felicidade, um desenvolvimento pessoal e até um status social”, falou durante a conversa com o veículo.

Segundo a escritora, quem decide não ter filhos é chamado de egoísta. “Muitos deles se sentem pressionados a se justificar: ‘Não posso ter filhos, mas adoro crianças’”, completou.

Corinne ainda afirmou que ao escutar alguma frase parecida sempre costuma provocar com algum comentário do tipo: “Eu tenho filhos, mas tenho razões para odiar crianças”.

Corinne foi além na entrevista com a BBC, para ela é hora da gente parar de dizer que bebês são sinônimo de felicidade. “Sentir-se realizada com a maternidade (ou paternidade) agora é compulsório.

Na minha experiência, a realidade é bem diferente: criar um filho é 1% de felicidade e 99% de preocupação”, disse.

O trabalho materno, segundo esta francesa, consome muito tempo do ser humano e os pais sempre querem ser “hiperpais.” Sem perceberem que essa exigência, geralmente caída sob as mulheres, é desumana.

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