“Os Bad Boas” estreou na plataforma com a missão de entregar gargalhadas rápidas, pancadaria cartunesca e zero complicação. Em 95 minutos, o longa faz o que prometeu: mantém o espectador ligado na pilha cômica do início ao fim, sem espaço para respiros dramáticos ou piadas de laboratório — a graça vem do absurdo físico mesmo.
O espanhol Gonzalo Fernandez Carmona, radicado na Holanda, não tenta reinventar a roda. Ele abraça a comédia escrachada, recheada de cenas nonsenses e movimentos exagerados, exatamente como nos clássicos do pastelão moderno. Sutileza? Fica para a próxima produção.
Se o nome em português faz você lembrar de “Bad Boys”, não é coincidência. O filme pisca para a franquia de Will Smith e para “Um Tira da Pesada”, reaproveitando situações conhecidas do público — às vezes acertando, às vezes derrapando.
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Kenneth Asporaat, Michel Bonset e Murth Mossel constroem todo o roteiro no choque de temperamentos: Ramon é falastrão e impulsivo; Jack, metódico e entediado. A química funciona especialmente quando Jandino Asporaat (Ramon) improvisa elogios aleatórios ao parceiro vivido por Werner Kolf.
Os protagonistas são “buitengewoon opsporingsambtenaar”, agentes de investigação especial na pacata Roterdã. Entre convencer uma senhora a recolher cocô de cachorro e colocar adolescentes de volta na sala de aula, sobra tempo para sequências de ação dignas de videogame.
A morte de Kevin — irmão caçula e corrupto de Ramon — traz um fiapo de dramaticidade, mas Carmona abandona esse fio quando poderia aprofundar o enredo policial. Resultado: a investigação vira pretexto para mais piadas e perseguições.
Há espaço para Bruno, o policial musculoso que vive aparecendo sem roupa, e Shakir, um turco que acredita resolver tudo com uma sopa “turbinada”. As aparições deles mantêm alto o nível de bobagem, para alegria de quem curte humor físico.
Se você já se diverte com a dupla Eddie Murphy/Martin Lawrence ou com os disparates de Will Smith, vai encarar “Os Bad Boas” como passatempo honesto. Só não espere o mesmo acabamento dos blockbusters norte‑americanos — o charme aqui é justamente o descompromisso.
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