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“Conciliar trabalho e maternidade é fake news. A mãe perfeita é a mãe possível”, diz Andréia Sadi

Para a jornalista Andréia Sadi, o grande segredo para dar conta de tanto trabalho é apenas viver um dia de cada vez.

Após a chegada dos gêmeos João e Pedro, hoje com 1 ano, Sadi brinca que raramente consegue levar adiante seu mantra, mas ainda faz o possível para manter o equilíbrio entre família e trabalho.

No final do mês passado, em meio ao evento “A Voz e a Vez das Mães”, ela falou sobre os desafios de equilibrar tantas áreas simultâneas da sua vida e a dos filhos.

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“Aqui, hoje, a gente celebra a maternidade, mas nunca vamos romantizar essa nossa condição. A nossa batalha é real. Equilibrar todos os pratinhos e conciliar plenamente trabalho e maternidade é fake news. A mãe perfeita é a mãe possível. Ninguém dá conta de tudo”, afirmou.

A jornalista também falou um pouquinho sobre o retorno ao trabalho após a licença-maternidade. “Quando eu estava prestes a voltar ao trabalho, eu lembro da minha alegria ao perceber que as várias Andréias ainda estavam aqui, bem vivas, e que eu poderia ser tudo isso: mãe, mulher e jornalista. Mas eu precisava de ajuda”, disse.

Contar com uma rede de apoio tem sido fundamental para encarar essa nova etapa da vida. “É hora de recalcular a rota. Se eu não tivesse um parceiro presente e uma rede de apoio, seria impossível atravessar essa jornada”.

De toda forma, ela reconhece que é uma pessoa privilegiada, uma vez que pode contar com outras pessoas para sanar as demandas dos filhos enquanto ela está trabalhando.

“As mães precisam trabalhar, mas, para isso, precisam ter onde deixar seus filhos. Então, não encontram outra saída a não ser ficar fora do mercado ou optar por trabalhos informais ou com baixa remuneração”, lamentou.

Para Sadi, é dever do cidadão cobrar políticas públicas para que essa situação seja amenizada, por mais difícil que seja garantir tal direito.

“A extensão da licença-maternidade para 120 dias, como fazem muitas empresas, impacta positivamente nossos filhos. Porém, essa única medida não é suficiente para manter as mães em seus trabalhos. É preciso ir além e aumentar a rede de creche e pré-escolas para auxiliar as mulheres que se tornam mães, em especial aquelas de menor nível educacional”, completou.

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Fonte: CRESCER

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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