Quando um alimento tem procedência duvidosa, a regra é clara: sai de circulação. A Anvisa publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20) a proibição de fabricar, importar, distribuir, comercializar, divulgar e utilizar qualquer lote dos azeites da marca Ouro Negro. A medida vale em todo o território nacional.
O ponto crítico está na origem do produto. Após análise do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o azeite foi desclassificado e passou a ser tratado como item de “origem desconhecida”.
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Pesou também o fato de que a empresa indicada no rótulo como importadora — Intralogística Distribuidora Concept Ltda. — aparece com CNPJ suspenso na Receita Federal. Com esses elementos combinados, a agência sanitária decidiu pela retirada imediata do mercado.
O despacho publicado no DOU menciona expressamente a denúncia de origem ignorada do “azeite extra virgem” Ouro Negro, a desclassificação pelo Mapa e a situação cadastral irregular da importadora.
Em linguagem prática: sem comprovação de procedência e com importadora impedida, o produto não atende aos requisitos mínimos para permanecer à venda. A marca foi procurada pela reportagem original, mas não havia posicionamento até o fechamento do texto.
O episódio não é isolado em 2025. Desde o início do ano, a Anvisa vem apertando o cerco a azeites com rótulos enganosos, mistura indevida de óleos e falhas documentais sobre fabricação e origem. O objetivo é direto: reduzir risco sanitário e garantir transparência sobre o que chega à mesa do consumidor.
Marcas que foram proibidas ou tiveram lotes vetados em 2025:
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